Radaelli já havia sido preso pela Operação Sonho Encantado, desencadeada pela Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, em 2008. O objetivo era desarticular uma organização criminosa que implantava concessões de benefícios irregulares junto à Agência da Previdência Social de Encantado, esquema que lesou os cofres da União em cerca de R$ 5 milhões. Durante as investigações, descobriu-se a fraude feita pelos três acusados.
Fronchetti, a pedido do prefeito Radaelli e mediante promessa de pagamento de propina, inseriu no sistema de informática da Previdência Social dados falsos relativos a Bonfanti para a concessão de aposentadoria indevida. O cabo eleitoral solicitou o benefício em de maio de 2008 e o pedido foi indeferido em agosto do mesmo ano. Vinte e cinco dias depois, Fronchetti reabriu o processo e concedeu o benefício.
Estima-se que, apenas nesse caso, o prejuízo ao INSS corresponda a mais de R$ 18 mil. Bonfanti, por estelionato majorado, pode cumprir pena de um a cinco anos de prisão. Os outros dois acusados podem sofrer sanções de dois a 12 anos de reclusão.