O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, cumpriu agenda em Porto Alegre entre esta segunda e terça-feira. Na pauta, eleições gerais de 2026 e uma possível candidatura de Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul.
O ex-ministro aproveitou a estadia na Capital gaúcha para se encontrar com a ex-deputada Manuela d’Ávila (ex-PCdoB), que está sem partido. Questionado se a convidou para ingresso no PDT, disse que mantém as portas abertas.
“A porta do partido, para ela, está aberta 24 horas por dia. E eu sou o porteiro. Eu ajudo a manter a porta aberta. Tivemos uma conversa muito boa, mas ela não quer definir isso agora. Ela coloca a possibilidade de ser candidata ao Senado e quer construir uma aliança, um projeto político-eleitoral no Estado”, afirmou Lupi.
“Manuela é um quadro político que está preparado para qualquer função pública no Rio Grande do Sul. Ela é uma mulher de muita densidade política, de muita compreensão do mundo político e de muita densidade eleitoral. Ela passou momentos difíceis por causa da saída do PCdoB, que era a vida dela, e agora aos pouquinhos está retomando. Não definiu ainda o rumo político partidário. Então a gente está conversando. É um processo político de conversa permanente”, disse Lupi.
Manuela oficializou sua saída do PCdoB no final de 2024, após 25 anos no partido. Imediatamente, passou a ser cortejada por partido de esquerda e centro-esquerda. Em março, recebeu convite oficial para se filiar ao PSol. Posteriormente, o PT também entrou na jogada e busca atrair a ex-deputada para seus quadros. Mais recentemente, teve seu nome ligado ao PSB como uma das possibilidades.
Com o PDT, são pelo menos quatro opções de destino para Manuela a’Ávila, que é tida como uma das principais apostas da esquerda gaúcha para manter uma cadeira no Senado Federal.
Juliana Brizola é grande aposta no RS
Carlos Lupi tem percorrido o Brasil para organizar as bases pedetistas nos estados visando as eleições gerais 2026. No Rio Grande do Sul, o principal foco é uma possível candidatura de Juliana Brizola ao Palácio Piratini.
“O momento nosso é fortalecer a candidatura da Juliana Brizola. Ela está surpreendendo todo mundo, porque todas as pesquisas feitas por todos - não foi por nós, nós não encomendamos nenhuma -, ela aparece com 20, 23, 24%. Quando não é líder, disputa bem a liderança. Então temos aqui a clareza e a compreensão de que o melhor caminho do PDT é a candidatura própria com a Juliana Brizola”, afirmou o presidente nacional do partido.
A principal meta do PDT nacional é formar uma boa nominata de candidatos a deputados federais para eleger uma base sólida na Câmara. Entre outras motivações, há preocupação com a cláusula de barreira. Questionado se Juliana não seria um bom nome para puxar votos em uma disputa proporcional, Lupi reforça que ela concorrerá na majoritária.
“O nosso projeto para a Juliana é a candidatura à governadora. Porque uma candidatura à governadora ajuda, inclusive, a fazer nominata, a pegar gente, a trazer mais lideranças. Então, o que queremos da Juliana é continuar nesse patamar e crescendo. Ela só quer isso, só pensa nisso 24 horas por dia. Está vocacionada a ser candidata à governadora”, declarou Lupi.