Atuando no Estado desde 1997, a Rio Grande Energia (RGE) vai pleitear a renovação da concessão do serviço de fornecimento de energia elétrica no Rio Grande do Sul ao fim do contrato, que se encerra em 2027. A intenção de renovar por mais 30 anos a prestação do serviço foi confirmada pelo presidente da companhia, Ricardo Dalan, durante seu depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) das concessionárias de energia do RS.
"O setor é regulado e nós operamos por um contrato de concessão. Os contratos têm duração prevista de 30 anos, que é um modelo do país. Agora, a agência reguladora está proporcionando, através do Ministério de Minas e Energia, a habilitação das empresas para um processo de renovação dessas concessões por mais 30 anos. Algo natural. Já era esperado para o setor. As empresas, para se qualificarem, precisa atender alguns parâmetros. A RGE está dentro desses parâmetros e já está num processo de encaminhamento da renovação contratual, assim como as demais empresas”, afirmou Dalan.
- Quadro segue insuficiente, diz presidente da Agergs, na CPI das concessionárias de energia do RS
- Base do governo impede manifestação de Eduardo Leite na CPI das concessionárias de energia do RS
- CPI da Energia quer esclarecimentos sobre aumento das tarifas da conta de luz
Durante a reunião da comissão, os deputados fizeram diversos questionamentos. Chamou a atenção dos parlamentares o fato de que metade dos clientes da empresa na área rural não tem acesso ao fornecimento através de malha trifásica, que cobraram a cobertura para os demais 50%.
Dalan alertou que altos investimentos podem ser inerentemente acompanhados de uma conta de luz mais cara. “Estamos falando de investimentos vultosos. Há um impacto que altos investimentos podem causar, às vezes, até em tarifas. É um ambiente regulado que exige investimentos prudentes. Precisa ter cautela no que investir. No caso da rede trifásica, temos que obedecer a rigorosidade regulatória. Em algum momento, vai haver alguma participação financeira do cliente conforme a carga. Tem um critério para isso.”
“A proposta é que todos os clientes que precisam ter a trifásica tenham acesso a ela. Já estamos fazendo isso priorizando locais onde tem mais necessidade dos nossos clientes rurais”, completou o presidente da RGE.
Segundo ele, a empresa atualmente investe R$ 50 milhões por ano para a expansão da malha trifásica no Estado e já deliberou que, a partir de 2026, ampliará o valor anual para R$ 100 milhões – o dobro.