Política

Roberto Jefferson alega que tornozeleira está “apertando o pé” e Moraes permite troca

Político, que exerceu seis mandatos como deputado, cumpre pena de mais de nove anos de prisão

Roberto Jefferson foi condenado pela Suprema Corte em dezembro de 2024
Roberto Jefferson foi condenado pela Suprema Corte em dezembro de 2024 Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP Memória

A defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson, ex-dirigente do PTB, pediu que a equipe da Penitenciária do Rio de Janeiro fosse até sua casa trocar tornozeleira eletrônica que estava “apertando seu pé”.

Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu, em 2 de julho, que Jefferson deixasse a prisão domiciliar e fosse até a sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária trocar o dispositivo.

“O equipamento se encontra apertando o pé do Sr. Roberto Jefferson Monteiro Francisco, o que pode gerar prejuízos insanáveis em seu quadro de saúde, que já se encontra extremamente debilitado”, afirmou a defesa. De fato, o ex-deputado passou dois anos internado e sob custódia, enquanto processos contra ele corriam.

Em 2022, Jefferson foi preso no âmbito do inquérito das milícias digitais. Na ocasião, o ex-deputado resistiu à operação da Polícia Federal jogando granadas nos agentes e realizando disparos de fuzil. Jefferson era parte da “tropa de choque” do então presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorria à reeleição.

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Na cadeia, a saúde do político se debilitou. Em junho de 2023, ele foi internado em hospital particular no Rio de Janeiro. Lá, continuou em prisão preventiva, até receber alta. A prisão domiciliar só foi concedida em maio deste ano “por razões humanitárias”, de acordo com Moraes.

Jefferson foi condenado pela Suprema Corte em dezembro de 2024. O político, que exerceu seis mandatos como deputado, cumpre a pena de nove anos, um mês e cinco dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

De acordo com Moraes, relator do processo, Roberto Jefferson utilizou recursos do PTB para compartilhar publicações falsas que visavam prejudicar a “independência do Poder Legislativo e Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito”.