Política

Senado aprova PEC do voto aberto em seu texto original

Abrangência para exame de indicação de autoridades foi vetada pelos parlamentares

Senado aprova PEC do voto aberto em seu texto original
Senado aprova PEC do voto aberto em seu texto original Foto : Moreira Mariz / Agência Senado / CP
O plenário do Senado aprovou, em segundo turno nesta terça-feira, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do voto aberto. Os parlamentares analisaram dois destaques e, por 40 favoráveis e 21 contrários, decidiu manter o texto base do projeto, mantendo pleito secreto para exame de indicação de autoridades. Nos processos de cassação de mandato e vetos presidenciais, contudo, os votos serão públicos.

No início da noite desta terça-feira, o texto base da PEC foi aprovado. O plenário da casa registrou 58 votos a favor e quatro contrários à proposta que acaba com as votações secretas nas deliberações do Poder Legislativo.

Originalmente, a proposta remetida pela Câmara dos Deputados previa também a abertura do voto para indicações de autoridades e eleições das mesas diretoras das duas casas, mas a maioria dos senadores considerou que isso poderia prejudicar a independência deles em relação ao Poder Executivo.

Como os senadores rejeitaram parte do texto da Câmara e aprovaram o restante, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) anunciou a intenção de promulgar o trecho que é consensual. Ele também informou que se reunirá com a Mesa Diretora das duas Casas para tratar da parte que foi rejeitada pelos senadores.

O relator da PEC, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), reconhece que a manobra poderá gerar questionamentos, uma vez que qualquer matéria alterada no Senado retornará à Câmara dos Deputados. “Pode haver oposição à promulgação parcial, inclusive já houve em casos como a PEC que alterava o número de vereadores. Mas, também, já houve precedentes como a PEC que fez a reforma do Judiciário, que teve apenas partes promulgadas inicialmente”, explicou.

Apesar disso, Souza comemorou a aprovação do texto em segundo turno e creditou a conclusão da votação à pressão popular. “Foi um avanço gigantesco, e eu credito esse avanço à sociedade brasileira, porque foi a sociedade que pressionou”, disse.

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