Política

STF nega liminar para anular sessão do Senado que aprovou impeachment de Dilma

Advogado da ex-presidente argumenta que acusações não constavam no relatório votado na Câmara dos Deputados

STF nega liminar para anular sessão do Senado que aprovou impeachment de Dilma
STF nega liminar para anular sessão do Senado que aprovou impeachment de Dilma Foto : Evaristo Sa / AFP / CP Memória
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira, liminar para anular a sessão do Senado em que foi aprovada a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido havia sido protocolado por José Eduardo Cardozo, advogado da petista, na manhã de 1° de setembro, horas após os senadores encerrarem a votação.

Dilma foi destituída do cargo pelos senadores por 61 votos a 20, sob a acusação de que cometeu crime de responsabilidade fiscal ao emitir três decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso e também pelas chamadas pedaladas fiscais, atrasos em pagamentos a bancos públicos no âmbito do Plano Safra. A votação se encerrou na tarde de 31 de agosto.

Na manhã do dia seguinte, Cardozo entrou com pedido no STF para que a sessão fosse anulada. Na peça, ele não questionou o mérito da decisão dos senadores, mas sim a constitucionalidade do processo de impeachment e erros em sua condução.

No pedido, Cardozo usou como argumentos a inconstitucionalidade de dois artigos da lei de impeachment, de 1950, e a inclusão, no parecer favorável ao impeachment aprovado no Senado, de acusações que não constavam no relatório votado anteriormente na Câmara, o que teria prejudicado a ampla defesa.