• Governo já tinha conhecimento das denúncias de irregularidade
Busato informou ainda que será aberta uma sindicância para apurar o suposto envolvimento dos servidores em irregularidades. Uma comissão composta por um procurador da Procuradoria Geral do Estado (PGR), um auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e três servidores da secretaria – um advogado, um engenheiro e um arquiteto – terão 30 dias para apurar as denúncias.
“A minha ideia era deixar o governo no mês de dezembro, mas só vou sair depois que todas as denúncias forem esclarecidas. Tenho uma vida pública e neste processo entrei como vítima. Se houver irregularidades tudo será verificado”, destacou Busato. Ele informou ainda que o nome do auditor do TCE, João Carlos Almeida Santos, será sugerido ao governador Tarso Genro, em reunião na segunda-feira, para que assuma como secretário adjunto da pasta.
Nessa quinta já haviam sido afastados outros três servidores da pasta, que estão entre os oito presos pela Polícia Civil. A Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) investigava há um ano três empresas de engenharia por superfaturamento e pagamento de propina a servidores públicos. As empresas são suspeitas de receberam recursos públicos e não efetuarem as obras ou utilizarem materiais de qualidade inferior, como não substituição de telhados e não substituição de madeiramentos. Apesar de de serem apenas seis os trabalhos investigados, essas empresas têm pelo menso 60 obras contratadas com o governo do Estado.