Política

Três deputados cotados para a relatoria da CPI das concessionárias de energia na Assembleia

Airton Artus, do PDT; Marcus Vinícius, do PP; e Capitão Martim, do Republicanos, podem assumir relatoria da investigação sobre empresas como CEEE Equatorial e RGE Energia

Em janeiro de 2024, mais de 1 milhão de gaúchos ficaram sem luz após ciclone
Em janeiro de 2024, mais de 1 milhão de gaúchos ficaram sem luz após ciclone Foto : Sergio Louruz / SMAMUS / PMPA

A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para investigar a atuação das principais concessionárias de energia elétrica no Rio Grande do Sul tem três nomes cotados para sua relatoria. A CPI que irá apurar empresas como a CEEE Equatorial e a RGE Energia iniciará seus trabalhos nesta quarta-feira.

Na ocasião, serão definidos quem ficará na vice-presidência e na relatoria e o plano de trabalho. A tendência é que os encontros ocorram semanalmente às quartas-feiras, após a sessão plenária.

Até o momento, não há definição de quem será o relator. Três deputados despontam como os cotados para formular o relatório que irá a plenário para votação e posteriormente servirá de base para atuação do Parlamento gaúcho: Airton Artus (PDT), Marcus Vinícius (PP) e Capitão Martim (Republicanos).

A tendência é de que a relatoria fique com Artus ou Vinícius, visto que o governo tem ao menos seis dos 12 componentes da comissão. A oposição tem cinco, mas são três deputados da oposição à esquerda e dois deputados da oposição à direita. A última vaga deve ser revezada por parlamentares de PSol, Novo, Podemos, PSD e PRD.

Nesta quarta, a CPI finalmente passará a funcionar após ser proposta em janeiro de 2024, após a passagem de um ciclone extratropical com fortes chuvas e ventos pelo Estado. Na época, mais de 1 milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica em diversas partes do território gaúcho. Algumas famílias ficaram longos períodos sem luz. A falta do serviço voltou a se repetir em larga escala em março.

O proponente da comissão foi o deputado Miguel Rossetto, que irá presidi-la. “Minha ideia é fazer reuniões da comissão todas as quartas, depois da sessão plenária. E vamos ter reuniões presenciais nos municípios do interior do Estado”, afirmou Rossetto.

O deputado Marcus Vinícius enviou a Rossetto um documento solicitando que seu nome seja considerado para a relatoria. À reportagem, disse que não se trata de uma indicação da base do governo, e sim de um anseio pessoal.

“Não estou indo por indicação do governo, estou indo por disposição minha. Entendo que é um assunto que não dá para brincar com ele. Porque arranha a reputação da Assembleia se fizermos da CPI um jogo político. Não podemos desperdiçar energia com politicagem. Temos que trabalhar com a cobrança e pressão que as empresas merecem ter, porque o serviço está realmente ruim. Existem avanços, mas muito aquém do prometido. A privatização não foi o problema, mas há sim um problema de gestão”, afirmou Vinícius.

Procurado, Artus não retornou.