As contas do Rio Grande do Sul foram desbloqueadas no início da tarde desta terça-feira pelo governo federal. O governo gaúcho conseguiu depositar os cerca de R$ 140 milhões ainda pendentes para completar a mensalidade atrasada de setembro da dívida com a União, de R$ 266 milhões. No mês passado, o pagamento também atrasou mas o Palácio Piratini conseguiu desbloquear as contas antes, perto do dia 10. Em outubro, o feriadão de Nossa Senhora Aparecida postergou a entrada de créditos, como o ICMS dos combustíveis e da energia elétrica.
Com dívida superior a R$ 500 milhões em pendências relativas a setembro, a Secretaria da Fazenda vai priorizar gastos emergenciais a partir de agora. Na semana passada, porém, o secretário fa pasta, Giovani Feltes, reconheceu, contudo, que, na Saúde, não vai ser possível atingir a antiga média mensal de R$ 133 milhões em repasses. “Vamos juntar o máximo de recursos para necessidades emergenciais como Saúde, garantir o funcionamento mínimo do estado com pagamento de combustível, iluminação, além da alimentação de presos e alunos de escolas. Em meio a tudo isso, sempre priorizaremos a folha de pagamento”, adiantou, em entrevista à Rádio Guaíba, na sexta-feira.
Sobre o pagamento em dia dos salários do funcionalismo público em outubro, Feltes evitou dar certeza de depósitos em dia. “É evidente a quantidade de gastos e de dívidas. É imprudente firmar um compromisso e o fato é de que a nossa receita não mais suporta todas as necessidades do Rio Grande do Sul como a folha de pagamento, só no Executivo de R$ 1,2 bilhão”, ponderou.
União recebe mensalidade em atraso e libera contas do Rio Grande do Sul
Feriado postergou entrada de créditos de ICMS