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Aprosoja aposta nas exportações de proteína animal como benefício indireto no acordo Mercosul e UE

O benefício seria pelo aumento do processamento de soja e do consumo de farelo pela indústria de carnes brasileira, gerando aumento nos prêmios nos portos para as exportações do grão

Brasil já exporta volumes expressivos de soja para os europeus
Brasil já exporta volumes expressivos de soja para os europeus Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve beneficiar indiretamente o setor de soja, considera a Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja). A entidade aposta no aumento das exportações de proteína animal para o bloco, uma vez que o Brasil já exporta volumes expressivos de soja para os europeus.

A União Europeia é hoje o principal destino do farelo brasileiro (11,5 milhões de toneladas) e o terceiro principal destino da soja brasileira em grãos (7,6 milhões de toneladas), ficando atrás da China e de um conjunto de outros países asiáticos. O benefício, de acordo com a Aprosoja, seria pelo aumento do processamento de soja e do consumo de farelo pela indústria de carnes brasileira, gerando aumento nos prêmios nos portos para as exportações do grão.

Alguns detalhes da negociação com a UE ainda serão definidos pelo Brasil, como as garantias para suspensão automática das variações tarifárias se houver variação de 5% dos preços dos produtores. O acordo de parceria estratégica Mercosul-União Europeia foi assinado em 17 de janeiro de 2026 após 26 anos de negociações, e aguarda a ratificação parlamentar nos 27 países da UE e no Mercosul para entrar em vigor.

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