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Brasil exporta 474,8 mil toneladas de arroz no terceiro trimestre de 2026

Senegal e Peru estão entre os principais destinos do produto beneficiado brasileiro

Produto exportado ainda com casca respondeu por 236,7 mil toneladas no trimestre
Produto exportado ainda com casca respondeu por 236,7 mil toneladas no trimestre Foto : Paulo Lanzetta / Embrapa / Divulgação / CP

O Brasil exportou 474,8 mil toneladas de arroz em base casca entre julho e setembro de 2026, alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando foram embarcadas 459,8 mil toneladas. A receita com as vendas externas alcançou US$ 121,9 milhões, recuo de 3% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a setembro, o desempenho foi ainda mais expressivo. Os embarques totalizaram 1,59 milhão de toneladas em base casca, crescimento de 48,9% frente aos nove primeiros meses de 2025. O valor movimentado chegou a US$ 388,7 milhões, um avanço de 20,4%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em informações do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Exportações de arroz beneficiado

As exportações brasileiras de arroz beneficiado, que incluem o produto descascado, semibranqueado ou branqueado e o grão quebrado, somaram 238,1 mil toneladas em base casca no terceiro trimestre, com receita de US$ 55,9 milhões. Segundo a gerente de Exportações da Abiarroz, Beatriz Sartori, o resultado foi influenciado por fatores que dificultaram o acesso a mercados importantes.

“As restrições às rotas para Cuba, que esteve entre os principais destinos do arroz brasileiro no primeiro semestre, impactaram os embarques de grão polido. Também contribuíram as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e a combinação de preços mais elevados com dificuldades logísticas para atender ao Oriente Médio”, explica.

Senegal e Peru lideram as compras de arroz beneficiado

Senegal e Peru estiveram entre os principais compradores do produto beneficiado brasileiro entre julho e setembro. O país africano importou 118,3 mil toneladas em base casca de arroz quebrado, movimentando US$ 22,1 milhões. Já o mercado peruano recebeu 19,8 mil toneladas de arroz polido, também em base casca, com receita de US$ 7,5 milhões.

Na sequência aparecem os Países Baixos, com 29,9 mil toneladas e US$ 5 milhões, e os Estados Unidos, com 9,2 mil toneladas e US$ 4,3 milhões — todos os volumes em base casca.

Arroz em casca também contribui para os resultados

O produto exportado ainda com casca respondeu por 236,7 mil toneladas no trimestre, gerando US$ 66 milhões. A quantidade foi superior à registrada no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques alcançaram 177,7 mil toneladas.

Entre julho e setembro, o Brasil importou 499,7 mil toneladas de arroz em base casca, aumento de 24,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O valor das compras chegou a US$ 139 milhões, alta de 25,2%.

No acumulado de janeiro a setembro, as aquisições externas somaram 1,28 milhão de toneladas, crescimento de 16%, enquanto o desembolso recuou 2%, para US$ 318,8 milhões. O Mercosul respondeu por 96% das importações de arroz beneficiado, com Paraguai, Uruguai e Argentina entre os principais fornecedores.

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