A cultura da soja avança para a fase final do ciclo nas lavouras gaúchas. Conforme o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, de quinta-feira, 9, a colheita está acelerada, alcançando 38% das lavouras, beneficiada por predomínio de tempo seco, elevada insolação e baixa umidade relativa do ar no período.
O teor de umidade dos grãos colhidos variou entre 13% e 14%, favorecendo a eficiência operacional da debulha e minimizando descontos por umidade na comercialização nas unidades recebedoras. Estão 42% das lavouras maduras, 19% ainda estão em enchimento de grãos, e poucas em floração.
“O desempenho produtivo está satisfatório na maior parte do Estado, mas a irregularidade espacial das precipitações gerou zonas de baixa produtividade, especialmente na Metade Oeste, além de áreas semeadas mais tardiamente e em solos de menor capacidade de retenção hídrica”, destaca o informativo.
“Os plantios beneficiados por melhor distribuição de chuvas e maior nível tecnológico, apresentam desempenho superior, sustentando produtividades mais elevadas.”
Conforme a Emater/RS-Ascar, nas áreas sujeitas à restrição hídrica mais prolongada, há desuniformidade fenológica entre lavouras e a coexistência de plantas em diferentes estádios de maturação, reflexo direto das oscilações hídricas ao longo do ciclo.
“Em áreas afetadas por déficit hídrico durante fases críticas, como floração e enchimento de grãos, há redução no porte e no número de vagens, além de grãos de menor massa. Em relação ao estado sanitário, a incidência de ferrugem-asiática e oídio exigiu manejo contínuo, e a pressão de ácaros e tripes diminuiu”, complementa.
Produtividade e preço
A produtividade média revista na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar está estimada em 2.871 kg/ha (47,85 sacas), e a área cultivada em 6.624.988 hectares. E a cotação média da oleaginosa passou de R$ 120,37 para R$ 120,86, aumento de 0,41% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
