Começou nesta terça-feira, 24, e vai até sexta-feira, a 24ª edição da feira Expoagro Afubra, no distrito de Rincão Del Rey, em Rio Pardo. A feira é considerada pela organização como a maior do país dedicada à agricultura familiar, com a presença de mais de 500 expositores, incluindo 222 no Pavilhão da Agricultura Familiar, onde são comercializados produtos dos pequenos produtores e produtoras.
A edição deste ano tem como tema a “resiliência”, uma definição muito utilizada nos discursos de abertura do evento, que reuniu lideranças institucionais e políticas, além de dezenas de visitantes.
O termo inclusive foi associado à “perseverança dos agricultores familiares diante das dificuldades atuais” pelo cerimonial de abertura. Já o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, lembrou que a palavra tem sido muito utilizada ultimamente.
“Resiliência é a mesma coisa que resistência. E resiliência é algo que o produtor rural conhece muito bem. Está presente na sua teimosia, em sua coragem de continuar na sua força diária”, lembrou. “Porque resiliência também é esperança, uma esperança que muitas vezes cansa, desafia, mas nunca desaparece”, complementou Drescher.
O dirigente advertiu que quem planta não tem a certeza da colheita e, quando colhe, nem ao menos sabe se receberá o preço justo para o seu produto. “A cada safra um novo desafio, a cada ano uma nova surpresa”, esclareceu.
“É preciso muita perseverança para seguir em frente. E esta caminhada se torna ainda mais difícil diante do esquecimento e, muitas vezes, do desprezo de uma sociedade que desconhece de perto a realidade do campo”, advertiu, Drescher, que ainda lamentou pela falta de políticas agrícolas “mais justas e eficazes”. “Independente do tamanho da propriedade é o agro que move o Brasil.”
Atividade exige inventivo
O vice-governador Gabriel Souza mencionou a dimensão da fumicultura gaúcha, que envolve 150 mil hectares e mobiliza 140 mil famílias agricultoras, além de gerar empregos e renda no estado que é o maior produtor e exportador de tabaco.
“Temos que incentivar esta cultura no Rio Grande do Sul”, sugeriu. E também lembrou as dificuldades que os produtores gaúchos enfrentam pelos problemas climáticos, situação que precisa de apoio mais robusto em Brasília. “Nas últimas sete safras tivemos seis com secas em algum grau”, citou.
O titular da Secretaria Estadual de Agricultura, Edivilson Brum, ressaltou a importância social e econômica de uma instituição como a Afubra, que completa 71 anos, para os seus associados.
“Nós não imaginaríamos o que seria do setor se não tivesse a Afubra trabalhando, capacitando e liderando em favor de todos os produtores e todos aqueles que produzem”, afirmou. E ainda exaltou a associação no “espírito de coletividade e representatividade” dos agricultores para continuar trabalhando pelo agro gaúcho e brasileiro.
Já o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, saudou a participação das agroindústrias no Pavilhão, cujas vendas no ano passado chegaram a mais de R$ 2 milhões. E que junto da Expodireto Cotrijal se constituem nas duas segundas maiores participações em feiras no RS, apenas atrás da Expointer. “São 222 expositores do que temos de melhor da nossa agricultura e das nossas agroindústrias”, afirmou, e destacou os 98 jovens e 96 mulheres à frente dos empreendimentos.
Presença de políticos
A abertura do evento ainda teve as manifestações de vários políticos locais, estaduais e nacionais, como o senador Luis Carlos Heinze, o deputado federal Heitor Schuch, a deputada estadual Kelly Moraes, e o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, que enalteceu as ações do Governo em defesa do tabaco brasileiro nas demandas internacionais. “Para que o tabaco do Rio Grande do Sul os países importadores”, justificou.
