A Expointer chega à sua 48ª edição com quase um século e meio de trajetória das feiras agropecuárias no Rio Grande do Sul. A origem remonta a 1901, quando 67 mil pessoas visitaram a 1ª Exposição de Produtos do Estado, realizada no Campo da Redenção, em Porto Alegre. Em 1970, a mostra foi transferida para Esteio, com a inauguração do Parque de Exposições Assis Brasil.
Dois anos depois, em 1972, a feira passou a se chamar Expointer e ganhou status de exposição internacional, reunindo 2,9 mil animais de 45 raças e representantes de 13 países.
Desde então, a estrutura do parque dobrou de tamanho — de 64 para 141 hectares — e novos setores foram incorporados. Em 1999, foi criada a logomarca da feira e realizada a primeira edição da Feira da Agricultura Familiar, com 30 expositores.
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Nos anos seguintes, o setor de máquinas passou a responder por mais de 90% do faturamento total. Em 2020, pela primeira vez, a feira foi realizada totalmente em formato digital, por conta da pandemia. Mesmo após as enchentes de 2024, a Expointer movimentou R$ 8,1 bilhões, o maior valor da série histórica.
A trajetória da Expointer ajuda a explicar mudanças estruturais na agropecuária do Estado. A feira acompanhou a valorização da genética animal, a expansão das agroindústrias familiares e a digitalização de negócios. Os registros também incluem o maior público (822 mil pessoas em 2023), o maior número de animais (quase 6 mil em 2005) e o marco da chegada das esferas metálicas, doadas pela Alemanha em 1974, que se tornaram símbolo do evento.
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