O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, destacou, em visita à casa do jornal Correio do Povo na Expointer, a importância para os produtores gaúchos prejudicados pelo clima do anúncio, de manhã, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da medida provisória do apoio de R$ 12 bilhões. Ele mencionou os valores que podem ser usufruídos pelas diferentes categorias de produtores, e ressaltou que, em termos quantitativos, 95% dos agricultores familiares podem usufruir os recursos. “Então é muito abrangente”, considerou. E ressaltou os efeitos práticos da medida.
“O que vai fazer é mudar é o perfil da dívida. Uma dívida de curto prazo vai fazer com que ele (produtor) a torne de médio prazo. Ele vai ter praticamente dois anos de carência. Então, vai deixar de pagar no curto prazo, vai tomar um novo recurso, investir e, durante nove anos, vai pagar a dívida de curtíssimo prazo”, descreveu. Conforme ele, ao longo de tempo vai ser avaliado se a medida precisa de ajustes “aqui e ali”.
Teixeira revelou que os bancos consideraram a medida positiva e questionaram alguns aspectos que podem ser melhorados. “É uma medida provisória. Então tem uma fase de aprovação em que vai recebendo sugestões. Os próprios bancos fizeram muitas sugestões que vamos estudar”, revelou. E também considerou como muito importante o fato de, por ser uma medida provisória, os recursos serão liberados imediatamente, como já na segunda-feira. “É uma medida que tem efeito imediato”, ressaltou.
O ministro ainda mencionou que tinha acabado de sair de uma reunião, de uma “conversa muito boa” com entidades como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Federação dos Trabalhadores do RS (Fetag/RS). “Eles gostaram da medida e acham que ela ajuda a respirar”, contou.