As exportações gaúchas de janeiro de 2026 caíram 12,1% em volume e 13,7% em receita no Rio Grande do Sul na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo divulgou a Farsul, nesta terça-feira (10), o Estado embarcou, no período, 1,44 milhão de toneladas, obtendo US$ 1,06 bilhão. A entidade atribui o resultado às condições econômicas menos favoráveis em alguns mercados e à redução de oferta de produtos relevantes da pauta exportadora.
O agronegócio foi responsável por 73% do montante em valor (US$ 1,06 bilhão). Já em termos de volume, representou 87% do total.
O mercado de soja em grãos ainda sofre com os efeitos da estiagem, que acabou impactando a oferta do produto. Já o segmento do trigo ainda convive com baixos preços internacionais, na avaliação da Farsul.
“No setor de proteína, houve aumento expressivo das vendas de boi vivo para a Turquia.” Foram vendidos, no mês, US$ 45 milhões e 15 mil toneladas ante US$ 15 milhões e 6 mil toneladas em janeiro de 2025.
Recorde nas vendas de arroz
Já o arroz apresentou alta de 145% (185,2 mil toneladas) em volume e 48% (US$ 52,26 milhões) em valor, um recorde para o mês de janeiro. A entidade considerou um movimento “interessante diante do excesso de oferta do produto”. Arroz em casca teve como principal destino a Venezuela, e arroz quebrado, Senegal e Países Baixos.
Parceiros comerciais do Estado
Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS caíram de US$ 61 milhões para US$ 38 milhões, queda de 38%, enquanto o volume passou de 38 mil toneladas para 34 mil toneladas, queda de 9%.
Os principais parceiros comerciais do Estado em janeiro foram a Ásia (exceto Oriente Médio), que se manteve como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 514 milhões e 766 mil toneladas. Em segundo lugar aparece a Europa, com exportações de US$ 197 milhões, sendo US$ 131 milhões destinados à União Europeia. O Oriente Médio ocupou a terceira posição, com US$ 103 milhões.
Quanto aos países, a China permanece como principal destino, com US$ 191 milhões, representando 18% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho. Na sequência destacam-se Índia (6%), Indonésia (5,9%), Países Baixos (5,5%) e Vietnã (4,7%), evidenciando a importância da diversificação de mercados, especialmente no continente asiático.
Proteínas
A carne bovina teve como principal destino a China, com US$ 9,6 milhões e 1,5 mil toneladas. Houve aumento de vendas para o Canadá e o México, o que compensou as quedas para os Estados Unidos. Na Europa, o Reino Unido se torna cada vez mais um mercado relevante para o produto.
Houve também alta nas vendas para o exterior de carne de frango, a despeito das reduções de embarques para o Oriente Médio e China (que teve embarques zerados no período). Principais destinos foram Países Baixos, México, África do Sul, Bélgica e Espanha.
As Filipinas seguem como importante parceiro comercial no setor de carne suína, com US$ 37,8 milhões e 16 mil toneladas, mas o Chile teve um papel importante neste mercado, com US$ 7,6 milhões e 3,2 mil toneladas em janeiro de 2026.
Fumo e produtos florestais registraram queda
O setor de fumo e derivados teve queda importante das vendas para a China. Foram exportados US$ 117 milhões e 14,6 mil toneladas em janeiro, menos da metade do mesmo período de 25.
Os produtos florestais, principalmente a celulose, também tiveram queda, que passaram de US$ 74 milhões e 131 mil toneladas em janeiro de 2025 para US$ 51 milhões e 103 mil toneladas em janeiro de 2026.
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