O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que o Plano Safra 2024/25, que começa em 1º de julho, terá volume recorde de recursos para crédito rural.
“Tenho certeza de que o Plano Safra será maior e melhor”, disse Fávaro a jornalistas, após participar de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e parlamentares da bancada do agronegócio nesta terça-feira, 18.
O ministro classificou a reunião como “importante” para colher as sugestões da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para números e propostas do Plano Safra.
"Foi uma reunião bastante resolutiva. Tenho certeza de que sairá um Plano Safra ainda melhor e maior que o anterior, que foi recorde e que vai atender cada vez mais a necessidade dos produtores”, acrescentou Fávaro. A ampliação dos recursos para subvenção ao seguro rural e para comercialização também foram tratados na reunião, relatou Fávaro.
O Plano Safra 2024/25 para médios e grandes produtores deve ser anunciado na próxima quarta-feira (26), mas a data ainda não foi sacramentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Provavelmente será em Rondonópolis (MT). O presidente (Lula) me pediu para fazer o anúncio da agricultura empresarial no Centro-Oeste e sugerimos Rondonópolis porque já há outras demandas que serão anunciadas e dá capilaridade”, apontou Fávaro.
O pedido do Ministério da Agricultura é por R$ 452,3 bilhões para financiamentos para médios e grandes produtores na safra 2024/25, 24% mais ante os R$ 364,2 bilhões ofertados para custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial na safra passada.
Questionado sobre o orçamento para a equalização de juros no Plano, o ministro argumentou que se torna menos relevante o volume destinado para esse fim se houver um maior direcionamento de recursos, por exemplo, da poupança rural, das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e do depósito à vista.
'O que faz com que seja um custo bem reduzido e os bancos possam atender os produtores nas menores taxas possíveis', disse Fávaro.
O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP/PR), avalia que são necessários pelo menos R$ 20 bilhões para a equalização de juros do Plano Safra 2024/25, ante os R$ 13,6 bilhões destinados para a subvenção da temporada passada.
"Também temos de entender a dificuldade do ministro Haddad. No mesmo momento que a gente cobra déficit zero, quer equilíbrio fiscal, não é fácil dizer que tem de aumentar recursos do Tesouro para equalizar, há um contrassenso na história. Mas o compromisso de maior volume de recursos com juros compatíveis com a atividade está mantido, inclusive pelo ministro Haddad, que pode ser através de maior direcionamento das fontes de recursos que são de baixo custo, que podem transferir também a baixo custo para produtores”, disse Fávaro.