O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa) encerrou o exercício de 2024 com R$ 13 milhões liberados em indenizações e investimentos em prevenção. O volume de recursos movimentado é 15,7% superior ao total atingido em 2023. A prestação de contas foi aprovada na quarta-feira, 15, em assembleia geral realizada de forma virtual.
Entre os destaques dos aportes ocorridos está o valor disponibilizado às indenizações da pecuária leiteira. Em 2023, foram liberados R$ 6 milhões. Em 2024, o repasse caiu 16,7% e somou R$ 5 milhões. Na avaliação do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a baixa ocorreu em razão de dificuldades de locomoção e outros problemas enfrentados por produtores e técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em razão da enchente de abril e maio.
O Fundesa transferiu mais de R$ 454 mil para o Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor. Instalado em Eldorado do Sul, um dos municípios mais atingidos pelas chuvas e inundações do ano passado, o Instituto sofreu perdas de equipamentos e de materiais de laboratório. Em junho, o diretor do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Seapi, Caio Efrom, estimava em cerca de R$ 2 milhões o montante necessário para a reconstrução da estrutura da entidade.
Mesmo com o aumento dos aportes, o Fundesa encerrou a contabilidade de 2024 com um saldo de R$ 158,1 milhões, 12% a mais do que o saldo obtido em 2023.
Confira aqui a prestação de contas do Fundesa.
