Rural

Granizo e vendavais afetam a canola em algumas regiões

Na Centro-Oeste e na Noroeste, visto a cultura estar próxima à colheita ocorreram perdas em razão da maior suscetibilidade à debulha dos grãos

Nas lavouras que se aproximavam ao período de colheita aconteceram perdas
Nas lavouras que se aproximavam ao período de colheita aconteceram perdas Foto : Divulgação / CP

A canola nas lavouras gaúchas chegou aos estádios finais do ciclo, e avança da fase de enchimento de grãos para a maturação fisiológica e á colheita. A descrição é da Emater/RS-Ascar, em seu Boletim Conjuntural de quinta-feira, 1o.

“A evolução fenológica tem sido favorecida por períodos recentes de maior disponibilidade de radiação solar e temperaturas de amenas a elevadas, condições que contribuíram para a aceleração da maturação e para a redução do teor de umidade das plantas. O desempenho produtivo apresenta elevada variabilidade regional”, esclarece.

Conforme o Boletim, em algumas áreas a ocorrência de doenças e as condições meteorológicas adversas comprometeram a formação das estruturas reprodutivas, o que reduziu o número de síliquas (vagem) por planta e de grãos por síliqua e, consequentemente, o potencial produtivo.

Mas nos ambientes não afetados por essas condições, o padrão de desenvolvimento das plantas e de formação das estruturas reprodutivas está satisfatório.

Entretanto, informa, a ocorrência de granizo e vendavais no Centro-Oeste e Noroeste, em proximidade ao período de colheita, elevou o índice de perdas, particularmente em razão da maior suscetibilidade à debulha dos grãos.

A área cultivada de canola está estimada pela Emater/RS-Ascar em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 quilos/hectare. Já na comercialização, conforme a instituição a saca de 60 quilos tem o preço médio na região de Ijuí em R$ 140,40; na de Santa Maria, R$ 143,00; na de Santa Rosa, R$ 141,83; em São Borja, R$ 142,00.

Trigo com desempenho variável

Já as lavouras de trigo apresentam distribuição fenológica heterogênea, com predominância dos estádios reprodutivos: floração (19%) e enchimento de grãos (57%).

A maturação fisiológica abrange 21% da área cultivada, e a colheita foi realizada em 1% dos cultivos.

“A alternância entre períodos de elevada precipitação, nebulosidade e janelas de maior radiação solar tem condicionado o desenvolvimento e a evolução fenológica”, ressalta a Emater/RS-Ascar.

“Nas áreas em floração e espigamento, a manutenção de umidade elevada tem favorecido a incidência de doenças de espiga, como giberela, que está expressiva em parte das lavouras.”

O desempenho produtivo continua bastante variável em razão da ocorrência de intempéries e do nível tecnológico empregado, é há registros iniciais de rendimento inferior ao esperado.

“As geadas de setembro provocaram a redução do potencial produtivo em áreas atingidas devido a interrupções no enchimento e a problemas de fecundação. Também foram observados danos localizados por granizo e vendavais especialmente no Centro-Oeste e Noroeste do Estado, cuja extensão está sendo quantificada.”