O concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul – 2024/2025 – Ano da Erva-Mate, lançado pelo Laboratório de Manejo da Vida Silvestre da Universidade de Passo Fundo (UPF) com diversos parceiros, tem prazo para receber inscrições até o dia 30 de junho nos escritórios da Emater/RS-Ascar de cada município onde a árvore gigante de erva-mate estiver localizada.
Pelas regras, as árvores devem ter, no mínimo, 1,5 metro de circunferência da árvore (CAP) tomada na altura do peito (1,30 acima do solo). Serão escolhidas 10 árvores gigantes em cada um dos polos ervateiros, e após as 10 gigantes do Rio Grande do Sul. Podem participar pessoas físicas, jurídicas e comunidades tradicionais que possuam imóveis, posse legal, lote de assentamento ou qualquer outra forma que caracterize a posse da terra. A premiação será no dia 21 de setembro, Dia da Árvore, em local a ser definido pela organização do Concurso.
“Através da identificação e reconhecimento das árvores monumentais para a biodiversidade e o patrimônio natural do estado, o Concurso espera ampliar a cultura florestal junto aos proprietários rurais, grandes responsáveis pela conservação desse patrimônio natural”, destaca o professor da UPF, Jaime Martinez, que está na coordenação do evento.
Para o engenheiro agrônomo e coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate, Ilvandro Barreto de Melo, o Rio Grande do Sul ainda conta com diversas árvores centenárias e o objetivo do concurso é encontrar estas matrizes, este material genético que se adaptou por um longo tempo, um tempo secular. “Estas matrizes mostram a condição de resistência, de resiliência da árvore de erva-mate que se adaptou às questões ambientais, a todas as alterações que ocorreram, como excesso de chuva, estiagem, frio, neve, muitas mudanças climáticas. E estes indivíduos resistiram no tempo”, afirma Ilvandro.
A iniciativa tem apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Emater/RS-Ascar.
A árvore de erva-mate
Classificada em 1820 pelo botânico francês Auguste de Saint Hilaire, como “Ilex paraguaiensis”, a erva-mate pode medir entre quatro e oito metros de altura, mas a literatura fala que as árvores podem chegar até 15 metros. E podem durar até 400 anos, segundo conta Ilvandro. “Não existe um registro oficial de qual seja a erveira mais antiga do Rio Grande do Sul, o que se tem são depoimentos de pessoas, em que árvores vem desde o bisavô, de gerações passadas e ainda permanecem vivas”, afirma.
