As lavouras gaúchas de canola estão em desenvolvimento adequado, com a predominância das fases de florescimento, formação de síliquas (estruturas onde ficam armazenadas as sementes) e enchimento de grãos.
As avaliações são da Emater/RS-Ascar, em seu Informativo Conjuntural divulgado nesta sexta-feira, 21.
“A estrutura reprodutiva demonstra, em geral, elevada emissão floral e bom potencial de formação de síliquas, embora se observe, em algumas áreas, redução no desenvolvimento dessas estruturas e no número de sementes por síliqua”, complementa a instituição.
“O excesso de precipitações, a persistência de elevada umidade e a baixa luminosidade também interferiram no desempenho das parcelas mais tardias e aumentaram a preocupação com a polinização e a condição física do solo”, relata o Informativo.
“Em termos fitossanitários foram identificados focos localizados de traça-das-crucíferas, com danos às síliquas, além da necessidade de monitoramento para as doenças canela-preta e mofo-branco”, acrescenta.
“Apesar de as condições meteorológicas terem imposto restrições ao acesso às lavouras e à realização de tratamentos, o quadro sanitário está, em geral, favorável, e o potencial produtivo positivo.”
A área está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Trigo: “regular”
No trigo, o excesso de chuvas, a persistência de nebulosidade e a baixa disponibilidade de radiação solar têm prejudicado “parcialmente” as lavouras, que apresentam desenvolvimento regular.
“Essas condições reduziram a taxa de crescimento e retardaram a progressão fenológica em parte dos cultivos, resultando em plantas de menor porte, coloração verde-pálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores”, descreveu.
A instituição destaca ainda que os cultivos estão em formação de colmos mais delgados, levando ao menor acúmulo de biomassa. E predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo (82%), e parcelas implantadas mais precocemente avançam para a floração (14%) e enchimento de grãos (4%).
“O prolongado período de molhamento foliar e a elevada umidade têm aumentado a pressão de doenças, especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens”, ressalta.
“Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas. Apesar das condições meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório”, complementa.
A área projetada pela Emater/RS-Ascar é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.
