Como é tradição em todos os anos, a 31ª edição da maior feira comercial do agronegócio brasileiro, a Agrishow, em Ribeirão Preto, São Paulo, apresenta durante esta semana novas ou consolidadas tecnologias para o setor. As principais empresas globais com presença no país participam do evento para expor seus lançamentos ou destacar as qualificações dos principais produtos e serviços para múltiplos usos das diversas atividades da agropecuária brasileira. Esta edição tem como tema "A força de nossas raízes" e conta com a participação de 900 marcas.
Entre as expositoras, a John Deere, presente no Estado com três unidades, em Horizontina, Montenegro e Canoas, expôs os diferenciais dos produtos recentemente lançados ao agro brasileiro, máquinas cada vez mais automatizadas e conectadas. Também enfocou o que Valério Wagner, diretor de Marketing da empresa, chamou de “democratização do acesso à tecnologia”, máquinas de menor porte, como tratores compactos, capacitados a operar usufruindo de ferramentas da agricultura de precisão. Ainda foram ressaltados os subsídios incorporados a grandes máquinas que as tornam mais produtivas e com menores custos operacionais, ganhos estes que, em grande escala, representam redução significativa de custos.
A Massey Ferguson, que mantém unidade em Canoas e Santa Rosa, apresentou o menor e o maior trator fabricado pela empresa no Brasil, de 35cv, para agricultura familiares, e de 425cv, combinado com um modelo de plantadeira de 40 linhas. Também anunciou que vai comercializar no país a colheitadeira Gleaner, fabricada nos Estados Unidos, e apropriada para sementes e para diversos grãos. E ainda anunciou estar em fase final, após 10 mil horas de testes, de desenvolvimento de um trator movido a etanol. A previsão é lançar e já passar a comercializar a máquina em 2028.
A Case IH descreveu os investimentos da empresa no monitoramento de máquinas dos clientes e, em contrapartida, os retornos econômicos e até ambientais da redução do consumo de combustível e também do uso de produtos químicos para o controle de ameaças à lavoura. Também foi realçado o alto investimento da companhia na formação e capacitações de operadores de máquinas, com 15 mil certificados no ano passado, e a parceria com o Senar/RS que vai abrir 7 mil vagas por ano. O etanol em máquinas agrícolas tem sido testado pela Case IH numa colhedora de cana de duas linhas e outra de uma linha, assim como num trator e numa pá carregadeira utilizada em usina de cana.
A Fendt, marca de máquinas de origem alemã e que está no Brasil desde 2019, período em que se expandiu para as mais importantes regiões agrícolas (além de Paraguai e Argentina), trouxe dois altos executivos para a feira. E anunciou lançamentos de máquinas e ferramentas de gestão para aumentar a produtividade e rentabilidade do produtor. Entre os novos produtos, a ampliação das potências de tratores, cujos maiores têm potência de 440cv a 520cv. Também destacou o desenvolvimento de tratores elétricos e de biodiesel.
O agro há muito vem se utilizando de produtos da chamada linha amarela, máquinas a princípios utilizadas em atividades da construção civil e de infraestrutura, a exemplo, retroescavadeiras. Nesta feira a empresa de Armac destacou seus serviços de locações de máquinas, um portfólio de 12 mil em 18 unidades pelo país, uma das quais em Nova Santa Rita. No caso do Rio Grande do Sul, são locadas máquinas para os segmentos florestal e de portos.
Ainda na linha amarela, a JCB, empresa de origem inglesa fundada em 1945 e presente no Brasil há 25 anos, com fábrica em Sorocaba (SP), ressaltou seu crescimento no ambiente agro, com 66 pontos de venda no país e 15% dos negócios da marca. Entre as máquinas com forte presença na agropecuária está a pá carregadeira 437ZX Agri. No Rio Grande do Sul, as retroescavadeiras para trabalhos em lavouras de arroz estão entre os produtos mais utilizados da JCB.
