O IBGE divulgou os resultados da Pesquisa Pecuária Municipal 2024 que aponta o valor de produção total em R$ 132,8 bilhões para todo o Brasil, alta de 8,8% em relação ao ano anterior. Os produtos de origem animal levantados na pesquisa - leite de vaca, ovos de galinha e de codorna, mel, bicho-da-seda – chegaram a R$ 121,1 bilhões, alta de 8,2% em relação a 2023, e os itens da aquicultura foram responsáveis por R$ 11,7 bilhões, aumento de 15,4%.
No Rio Grande do Sul, o valor da produção dos principais produtos de origem animal (leite, ovos, mel e lã), alcançou R$ 12 bilhões, crescimento de 6% em relação ao estimado para o ano anterior.
O efetivo de suínos no Rio Grande do Sul aumentou de 6 milhões de cabeças, em 2023, para 6,2 milhões em 2024. Já no país são 43,9 milhões de suínos, e a Região Sul se destaca, com mais da metade da população suína nacional, ou 51,9%, também o principal em abates. A distribuição estadual elenca Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul como os maiores detentores de efetivos, com 21,2%, 16,6% e 14,1%, respectivamente.
Em relação ao valor da produção dos principais produtos de origem animal (leite, ovos, mel e lã), o Rio Grande do Sul alcançou R$ 12 bilhões, montante que representa um crescimento de 6% em relação ao estimado para o ano anterior.
Rebanho bovino
Em 2024, o efetivo bovino brasileiro alcançou 238,2 milhões de cabeças, diminuição de 0,2% em comparação ao ano anterior. Apesar da retração, configurou o segundo maior valor da série histórica da pesquisa.
O Rio Grande do Sul que vinha registrando aumento do efetivo bovino entre 2022 e 2023, no ano passado apresentou retração de 4,2% em relação ao anterior.
Embora a Região Sudeste tenha assumido a primeira posição na produção de leite, em 2024, com 12 bilhões de litros produzidos, a Região Sul registrou 11,9 bilhões de litros, o que equivale a 33,4% do total nacional.
No ranking estadual, o Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 12,9%, 11,3% e 9,2% da produção brasileira, ficaram atrás apenas de Minas Gerais.
Ovinos no RS
O maior efetivo de ovinos se encontra na Região Nordeste, mas a Região Sul já mantém 17,5% do rebanho nacional, situação resultante da relevância da atividade no Rio Grande do Sul, que é o maior Estado produtor de lã, origem de 95,1%, mas com queda de 12,6% ante 2023.
Galináceos, galinhas e ovos são recordes
No Brasil, estimou-se 1,6 bilhão de cabeças de galináceos em 2024, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior, equivalente a 26,8 milhões de animais a mais.
A Região Sul mantém sua posição como a maior detentora do efetivo desde 1983, respondendo por 47,3% do total em 2024. A liderança é impulsionada, em especial, pelo Paraná, à frente da criação de galináceos desde 2006, e contribuiu com 28,8% do total da pesquisa.
O Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar entre os maiores efetivos, com 9,8% do total da produção em 2024.
O país produziu 5,4 bilhões de dúzias de ovos, alta de 8,6% em relação a 2023. É o maior volume desde o início da série histórica, em 1999. São Paulo manteve sua relevância na produção de ovos e apresentou um aumento de 7,6%, com participação de 23,6% da produção nacional em 2024. Com participação de 9,6%, o Paraná aparece em segundo lugar, seguido por Minas Gerais (9,5%), Rio Grande do Sul (7,2%) e Espírito Santo (7%).
Produção gaúcha de mel
A produção nacional de mel atingiu 67,3 milhões de quilos, maior valor já registrado, com o Nordeste respondendo por 39,4% do total. O Paraná está na liderança, enquanto o Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor. E a Região Sul deteve 33% do total nacional.
Na produção gaúcha observou-se queda de mil toneladas, ou retração de 13%, resultando em 8 mil toneladas em 2024, representando 12,8% da produção de mel.
Carpas
No Rio Grande do Sul a produção de carpas foi estimada em 5,9 mil toneladas, 11,9% menor do que os 6,7 mil de 2023, redução de 21% em relação a 2022. Enquanto a produção de tilápia, que passou de 5,960 mil toneladas em 2023, para 5,928 mil em 2024, retração de 0,5%.
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