Rural

Santa Rosa colhe média de 39,1 sacas de soja por hectare

Números da colheita, que chega a 77% na região, foram apresentados pela Emater/RS-Ascar durante a feira Fenasoja, que vai até dia 10

Os dados revelam um cenário desafiador”, definiu o presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera
Os dados revelam um cenário desafiador”, definiu o presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera Foto : Mateus de Oliveira / Emater/RS-Ascar / Divulgação / CP

O município de Santa Rosa, reconhecido como o Berço Nacional da Soja, sedia desta sexta-feira, 1º, até dia 10, a edição da Fenasoja que comemora os 60 anos do evento, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

E na programação foi realizado, nesta sexta, o ato que marca o Encerramento Nacional da Colheita da Soja, com a presença do vice-governador, Gabriel Souza, e de diversas autoridades, oportunidade em que a Emater/RS-Ascar apresentou os dados da segunda Estimativa da Safra 2025/2026 para a soja e o milho.

Na região de Santa Rosa a colheita da oleaginosa já chegou a 77% do total cultivado, e no caso do milho esse percentual atingiu 94%.

Os números, apresentados pelo presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, mostram que na estimativa atual a área de produção de soja na regional é de 784.008 hectares. A produtividade esperada atualmente é de 2.350 kg/ha (39,1 sacas de 60 quilos), com expectativa de colher 1.842.419 toneladas.

“A safra de verão da soja, um importante componente da agricultura regional, demonstra sensibilidade às condições climáticas. Os dados revelam um cenário desafiador”, destacou o presidente da Emater/RS-Ascar.

Os trabalhos de colheita já alcançaram 77% da área cultivada na região, como mostra o último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira, 30. Outros 14% estão em maturação, 8% em enchimento de grãos e 1% em floração.

Fatores como a distribuição das chuvas, manejo e tipo de solo influenciam na variabilidade produtiva, com registros que vão de 1.200 kg/ha (20 sacas) a 4.200 (70) até o momento.

“É importante ressaltar a heterogeneidade regional, com variações significativas, especialmente em função da escassez de chuvas, que impacta diretamente o desempenho das lavouras”, observou Baldissera.

Milho

No milho a produção deve ser 66.822 toneladas maior do que fora previsto inicialmente. No plantio era esperada a colheita de 1.133.008 toneladas e agora a projeção é de 1.199.830 toneladas. A área também foi revisada para cima, tendo sido registrados 12.703 hectares a mais, quando comparados os 137.501 ha da primeira estimativa com os 150.204 ha de agora.

A produtividade média indicada pela estimativa atual é de 7.988 kg/ha (133 sacas), menos 3,1% do que os 8.240 kg/ha (137) iniciais.

“O milho tem demonstrado maior estabilidade na produção, especialmente quando cultivado dentro da janela adequada e com práticas de manejo apropriadas”, afirmou.

A colheita do milho já foi concluída em 94% das áreas plantadas na região, restando pequenas parcelas em floração (1%), enchimento de grãos (4%) e maturação (1%). As chuvas ocorridas recentemente favoreceram o desenvolvimento das lavouras, e não há registros relevantes de pragas ou doenças.

Porém, há preocupação com a possibilidade de geadas precoces interferirem na finalização do ciclo. “Há uma preocupação constante com os eventos climáticos, e a possibilidade de geadas precoces pode interferir na fase final das lavouras”, alertou o presidente.

Rio Grande do Sul

No Estado a área plantada com soja, pela estimativa, é de 6.624.988 hectares, com produtividade de 2.871 kg/ha e produção de 19.017.426 toneladas. A área do milho estimada no RS é de 803.019 hectares, com produtividade de 7.424 kg/ha, que devem resultar em uma produção final de 5.961.639 toneladas do cereal.

“A redução na produção e seus impactos financeiros são notáveis, com perdas expressivas, o que reforça a necessidade de avaliar a vulnerabilidade climática e avançar em políticas públicas voltadas à irrigação, manejo e conservação do solo e da água”, concluiu Baldissera.

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