Saúde

Aumentam os focos do mosquito Aedes Aegypti em Rio Grande

Em uma semana, o número passou de 58 para 70

Agentes da Vigilância em Saúde seguem realizando visitas nas residências para eliminar possíveis focos do mosquito
Agentes da Vigilância em Saúde seguem realizando visitas nas residências para eliminar possíveis focos do mosquito Foto : Sheron Nicoletti/ Prefeitura de Rio Grande / CP

A Vigilância em Saúde de Rio Grande divulgou nesta semana o sexto Boletim Epidemiológico de 2026, que alerta para o avanço das doenças virais transmitidas, principalmente, pelo mosquito Aedes Aegypti, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Até o momento, 16 casos suspeitos de dengue foram notificados no município. Destes, 13 já foram descartados e três permanecem em análise.

Em relação à chikungunya, um caso suspeito segue em investigação e dois já foram descartados. Apesar das notificações, não há casos confirmados no município até agora. Mesmo sem confirmações, o número de focos do mosquito continua aumentando. Já são 70 focos identificados em diferentes bairros, com maior concentração no Distrito Industrial e na região Central. Na última semana, o número era 58.

Dos focos do mosquito 21 estão no Distrito Industrial, outros 17 no Centro, oito na Vila da Quinta, cinco no bairro Cidade Nova e quatro no Bolaxa. Há focos também nas localidades de Linha do Parque, Buchholz, São Miguel e Prado. No Estado também há aumento no número de casos de dengue, somando 112 em menos de dois meses.

A Vigilância em Saúde reforçou que a principal medida de prevenção é a eliminação de água parada. Pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas entupidas e qualquer recipiente que possa acumular água deve ser verificado com frequência. O descarte irregular de resíduos é outra situação que também favorece a formação de criadouros do mosquito.

Após o recesso de carnaval o município começou a aplicar a vacina contra a dengue em crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos. A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, das 13h30min às 16h30min. A única exceção é o Centro de Vigilância em Saúde (antigo Posto 4), onde não haverá aplicação. A Secretaria da Saúde reforça que a vacinação é uma importante ferramenta de proteção, mas não substitui os cuidados diários para eliminar criadouros do mosquito.

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