A Vigilância em Saúde de Rio Grande divulgou nesta semana o sexto Boletim Epidemiológico de 2026, que alerta para o avanço das doenças virais transmitidas, principalmente, pelo mosquito Aedes Aegypti, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Até o momento, 16 casos suspeitos de dengue foram notificados no município. Destes, 13 já foram descartados e três permanecem em análise.
Em relação à chikungunya, um caso suspeito segue em investigação e dois já foram descartados. Apesar das notificações, não há casos confirmados no município até agora. Mesmo sem confirmações, o número de focos do mosquito continua aumentando. Já são 70 focos identificados em diferentes bairros, com maior concentração no Distrito Industrial e na região Central. Na última semana, o número era 58.
Dos focos do mosquito 21 estão no Distrito Industrial, outros 17 no Centro, oito na Vila da Quinta, cinco no bairro Cidade Nova e quatro no Bolaxa. Há focos também nas localidades de Linha do Parque, Buchholz, São Miguel e Prado. No Estado também há aumento no número de casos de dengue, somando 112 em menos de dois meses.
A Vigilância em Saúde reforçou que a principal medida de prevenção é a eliminação de água parada. Pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas entupidas e qualquer recipiente que possa acumular água deve ser verificado com frequência. O descarte irregular de resíduos é outra situação que também favorece a formação de criadouros do mosquito.
Após o recesso de carnaval o município começou a aplicar a vacina contra a dengue em crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos. A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, das 13h30min às 16h30min. A única exceção é o Centro de Vigilância em Saúde (antigo Posto 4), onde não haverá aplicação. A Secretaria da Saúde reforça que a vacinação é uma importante ferramenta de proteção, mas não substitui os cuidados diários para eliminar criadouros do mosquito.