O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Neubarth Trindade, recebeu o diretor técnico do Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC), Sérgio Ruffini, para discutir alternativas à interdição ética da instituição. A falta de pagamento a médicos, funcionários e fornecedores deixa o hospital sob a ameaça de fechamento iminente.
Para discutir uma última saída, o Cremers convocou a Prefeitura de Canoas, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para reunião na próxima terça-feira, às 16h, na sede do Conselho.
“Não queremos tomar uma medida tão drástica sem exaurir todas as possibilidades. O HPSC atende pacientes de 151 municípios, e temos consciência de que seu fechamento tem impacto monumental. Por isso, decidimos dar essa última chance ao diálogo”, comenta Trindade.
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Diante da notificação do Conselho a respeito das denúncias de más condições estruturais para o exercício da Medicina, Ruffini relatou as dificuldades em conseguir os recursos contratados junto à Prefeitura para honrar compromissos. O médico também é diretor do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS), que administra o hospital.
Ainda em janeiro, houve uma tentativa, junto aos gestores municipais, de solução para as questões administrativas e assistenciais que abalam o hospital. A crise se agravou com a transferência do atendimento do HPSC para o Hospital Nossa Senhora das Graças, causando um quadro de confusão de responsabilidades e gestão.