Saúde

Cremers suspende interdição ética na Santa Casa de Rio Grande

A condição é que até ás 16h o hospital apresente comprovação da escala dos médicos até a próxima semana

A direção do hospital e do Conselho participaram de reunião no final da manhã desta quinta-feira
A direção do hospital e do Conselho participaram de reunião no final da manhã desta quinta-feira Foto : Gislaine Rodrigues /Santa Casa de Rio Grande /CP

A Santa Casa de Rio Grande tem até ás 16h desta quinta-feira para apresentar as comprovações das escalas dos médicos plantonistas ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Caso isto não ocorra a interdição ética programada pela entidade para o Pronto Socorro da instituição hospitalar passa a valer a partir das 23h59min.

A decisão ocorreu após uma reunião entre a direção do hospital e do Conselho. O presidente do Cremers Eduardo Neubarth Trindade disse, após o encontro acreditar que atingiu o objetivo de garantir uma assistência de qualidade para a população. Ele explica que a interdição será suspensa caso a Santa Casa consiga demonstrar que conseguiu preencher a escala dos profissionais para atender o serviço de urgência e emergência até no mínimo a próxima semana. "Esse é o nosso grande objetivo, que tenha as escalas completas. Acredito que a Santa Casa irá conseguir, pois já está buscando esses profissionais", projeta. O relatório será analisado pelo Conselho. Ele contou que o presidente do hospital confirmou que fez inúmeros pagamentos aos profissionais que estavam sem receber há quatro meses e agora poderão retomar os seus atendimentos no hospital. Caso a interdição ocorra, ela será válida para novos pacientes que deverão ser encaminhados para outros locais. "Conversamos com a Secretária adjunta de Saúde do Estado, Ana Costa que terá que estudar com a regulação para onde levar. Não tendo atendimento aqui, pacientes graves terão que ser encaminhados para outros locais, pois eles precisam dessa equipe de atendimento", enfatiza.

Trindade destaca que o objetivo é que o paciente chegue no hospital e consiga ser atendido de forma adequada. Ele conta que foram realizadas várias fiscalizações no hospital e que algumas não foram respondidas. "Temos um ofício no início de março com as escalas não completas de anestesistas. Por exemplo, chegou um paciente vítima de acidente, ou com lesão em órgão interno com sangramento, precisa de atendimento de urgência então não adianta ser trazido para um hospital que não contasse com anestesista que não conseguiria ser levado ao bloco cirúrgico", exemplifica.

Caso se confirme a interdição, tem validade de 60 dias, podendo ser prorrogada. "Caso a Santa Casa não consiga preencher suas escalas, a regulação estadual terá que assumir e encaminhar os pacientes para outros locais. A população não ficará desassistida, pois o Estado tem a obrigação de garantir o atendimento", enfatiza.

Em nota, o hospital garantiu que após este prazo deve cumprir todas as demais exigências apontadas pelo conselho. A suspensão da interdição só será efetivada após aprovação em plenária.