Porto Alegre continua em situação de emergência por conta da dengue, com mais de 70% das armadilhas vistoriadas tiveram a presença de fêmeas do mosquito Aedes aegypti, conforme a plataforma Onde Está o Aedes, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O distrito sanitário do Eixo Baltazar, na zona Leste, é a área mais conflagrada pela doença, com mais de 1,4 mil casos dos 5,4 mil confirmados na Capital, que contabilizava, até a manhã desta segunda-feira, também três mortes.
Também segundo a atualização mais recente do mapa da dengue da Prefeitura, o lugar onde houve mais coleta de mosquitos na semana epidemiológica 17, no final de abril, correspondente a atualização mais recente até o fechamento desta reportagem, foi em uma área no bairro Camaquã, entre a avenida Otto Niemeyer e as ruas Silvio Silveira Soares e Afonso Arinos. Com 14 capturas, outra área no Jardim Leopoldina também apresentava excesso de fêmeas do inseto.
A aposentada Sônia Mara Seixas Rodrigues Pereira, moradora do município de Bagé, na Campanha, visitava um irmão na região da Praça 1954, em uma região do bairro Mario Quintana também bastante afetada, com 11, e que estava na manhã desta segunda tomada pelo lixo. “Aqui é uma praça tão grande e rica em árvores, mas tão mal cuidada. Eu fico até com vergonha (de vir), porque lá onde moro, a dengue está mais ou menos. Lá, a gente cuida também, e o lixeiro passa na frente de casa. Em Bagé, com certeza não vemos estas coisas”, comentou ela.
Pontos de descarte irregular de lixo no bairro Mário Quintana preocupa os moradores da região que tem a maior concentração de mosquitos da dengue em Porto Alegre
Já a jovem Leila Natanieli da Rosa Silva, 18 anos, vive na área e disse que placas foram postas nesta região, porém pouco adiantam para conscientizar a população. “Preocupa muito, crianças e idosos. Eles (DMLU) vêm recolher em um dia, e no outro está desta forma”, comentou ela, apontando para os entulhos. A também aposentada Eva Costa Silva, também moradora local, concorda.
“É muita falta de respeito e educação com o ser humano. Gostaríamos de alguns materiais para podermos reformar esta praça, deixá-la bonita, ter algo para começar, fazer alguma atividade”, salientou ela. Procurado, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) disse que há focos crônicos de resíduos nos dois locais, gerados pelo descarte irregular de resíduos, e que cada ponto é atendido uma vez por equipes do órgão.
Leia nota completa do DMLU
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), informa que há focos crônicos de lixo nas ruas Irmãos Maristas e José Martins Costa, gerados pelo descarte irregular de materiais feito pela população. Cada ponto é atendido uma vez por semana pelas equipes de limpeza do Setor Norte do DMLU. A remoção dos resíduos dos locais está no cronograma de serviço para ser executada ainda nesta semana. O DMLU alerta que os agentes de educação ambiental e os de fiscalização agem ostensivamente, a fim de sensibilizar quanto ao descarte correto e coibir infrações. Destacamos que a responsabilidade na zeladoria da cidade é compartilhada. Assim, também cabe ao cidadão, que deve obedecer ao regramento estabelecido no Código Municipal de Limpeza Urbana, Lei 728/14. As coletas regulares são oferecidas periodicamente, e o DMLU também disponibiliza opções corretas para o descarte de materiais volumosos, como os ecopontos ou as coletas especiais. O sistema 156 está à disposição para o recebimento de denúncias. O envio de fotos e vídeos auxiliam na identificação dos infratores.