As unidades de Pediatria, Clínica Médica e Acolhimento do Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, aos sábados do mês de agosto, poderão receber um grupo de contadores de história da Associação Viva e Deixe Viver, que atua desde 2004, no Rio Grande do Sul.
Entre os voluntários, está a analista de recursos humanos, que trabalha na Unidade de Gestão de Pessoas da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, Idione Klein da Rosa. Em 2006, ela passou a contar histórias e a usar da alegria para amenizar situação de pessoas, que muitas vezes, passam por dificuldades, sobretudo, relacionadas à saúde. Trata-se do projeto Viva HMGV, que possui momentos de escuta, leveza e interação em sua proposta de trabalho.
De acordo com a coordenadora da Maternidade, Ana Paula Mesquita, uma das unidades beneficiadas com o projeto, a ação fortalece o vínculo entre equipe e paciente. "Ser voluntária contadora de histórias em um hospital é algo que não dá para explicar só com palavras. É sentir, entrar num quarto e ver um olhar cansado se iluminar com uma simples história. É perceber que, por alguns minutos, a dor dá lugar ao sorriso, à fantasia, à esperança. Quando esse contato acontece no lugar onde você trabalha, tudo se intensifica", relata Idione.
Há duas semanas com a mãe de 81 anos internada na Clínica Médica do HMGV, a dona de casa Silvia Queiroz, moradora do bairro Vargas no município, pode presenciar a ação dos contadores de história duas vezes. "É um momento de carinho e alegria a quem precisa."
Em 2015, Idione assumiu a coordenação no sul do Brasil da Associação Viva e Deixe Viver. Atualmente, são cerca de 65 contadores que também atuam no Hospital Santo Antônio em Porto Alegre, na Associação de Assistência à Criança com Deficiência, no Kinder Centro de Integração da Criança Especial e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Sapucaia do Sul.