Saúde

São Leopoldo registra 17 casos confirmados de dengue nos quatro primeiros meses de 2025

No mesmo período do ano passado, o município registrava 9 mil casos e 17 óbitos; atualmente existem 143 casos em investigação

A equipe realiza ações de bloqueios em regiões com casos confirmados e suspeitos
A equipe realiza ações de bloqueios em regiões com casos confirmados e suspeitos Foto : Romeu Finato / Prefeitura de São Leopoldo / CP

O município de São Leopoldo contabiliza 17 casos confirmados de dengue nos quatro primeiros meses de 2025 e nenhuma morte. No mesmo período do ano passado, eram 9 mil casos e 17 óbitos. De acordo com a secretária da Saúde da cidade, Kelbe Gonçalves, diariamente, agentes de combate às endemias percorrem pontos estratégicos como floriculturas, ferros-velhos e cemitérios em busca de larvas do mosquito Aedes aegypti, causador da doença, bem como zika vírus e febre chikungunya. Também são realizadas visitas periódicas em domicílios para vistoriar pátios e orientar moradores. São Leopoldo contabiliza 143 casos ainda em investigação.

A coordenadora da Vigilância Ambiental Eliane Ocanha lembra ainda que a equipe realiza ações de bloqueios em regiões com casos confirmados e suspeitos e, de forma preventiva, promove a Borrifação Residual Intradomiciliar, que é uma técnica de aplicação de inseticida em superfícies internas de Imóveis Especiais, como escolas e unidades básicas de saúde. A ação funciona como uma barreira química que afasta os mosquitos, reduzindo os riscos de novas infestações. A estratégia é mais eficaz em locais com alta circulação de pessoas durante o dia, ampliando a proteção comunitária.

Outro ponto que chama a atenção dos técnicos é a redução na coleta de larvas após a enchente. A cada três meses, por determinação do Ministério da Saúde, a Vigilância em Saúde faz o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, o LIRAa. Antes da catástrofe climática de maio de 2024, o índice apontava alto risco para dengue. O mais recente, realizado em janeiro, apontou risco médio. A hipótese da coordenadora é que muitos pontos de contaminação e acúmulo de água foram levados ou danificados pelas cheias, diminuindo a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A secretária Kelbe reforça a necessidade de não baixar a guarda, pois se trata de uma doença perigosa e de rápida transmissão. "Dias de sol, alternado com chuvas, são propícios para a reprodução do mosquito. Por isso estamos fazendo nossa parte no cuidado das ruas, dos pontos estratégicos do município e pedimos que a população também faça a parte, cuidando de seu quintal, virando potes, descartando pneus e observando, inclusive plantas, como as bromélias, que podem acumular água", ressaltou.

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