Saúde

Simers faz vistoria na UTI Neonatal do Hospital Universitário, em Canoas, e aponta falha em escalas médicas

Na visita técnica à instituição foi constatado que apenas um médico estava responsável por atender toda a unidade, que possui 30 leitos

Simers aponta sobrecarga de trabalho e risco de desassistência
Simers aponta sobrecarga de trabalho e risco de desassistência Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Em visita técnica feita por uma equipe do Sindicato Médico Rio Grande do Sul (Simers), ainda na manhã de sábado, no Hospital Universitário (HU), em Canoas, verificou-se problemas nas escalas de médicos junto à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal da instituição. Durante a visita havia apenas um médico responsável por atender toda a unidade, que possui 30 leitos, 20 de UTI e 10 de cuidados intermediários. A Resolução do Conselho Federal de Medicina determina um profissional para cada 10 leitos.

Além disso, o médico que estava de plantão terminaria seu turno às 19h e na escala não haveria profissional escalado após este horário, o que preocupou a equipe do Sindicato. A situação repete um cenário já identificado em abril, evidenciando a falta de providências efetivas. Além disso, demanda por cuidados intensivos neonatais exige equipes completas e especializadas 24 horas por dia. Além da sobrecarga que recai sobre o único profissional de plantão, o risco de desassistência a recém-nascidos em estado crítico é alarmante.

O presidente do Simers, Marcelo Matias, disse que novamente o HU passa por uma situação grave ao ter de plantão na escala de UTI Neo um único profissional. "É um absurdo do ponto de vista do preceito de segurança, tanto profissional quanto para as crianças que ali estão internadas." Segundo Matias, a situação será reportada ao Conselho Regional de Medicina (Cremers) e já existe um processo judicializado contra a prefeitura de Canoas para que o estado intervenha na gestão da saúde.

"Estamos enfrentando uma grave crise na saúde de Canoas que avançou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e para a rede de atenção primária. Este é um momento que a população precisa se manter em vigilância. A crise passou dos limites aceitáveis e necessitamos claramente da imediata intervenção do Estado."

A diretora de Assistência do Hospital Universitário, Alyne Mota, informou que a equipe não reportou nenhuma vistoria do Simers no HU em Canoas ao longo do sábado, 26. Ela também informou que as escalas médicas da UTI Neonatal estão completas.

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