Saúde

Sindicato Médico garante que equipe incompleta na emergência do HPS de Canoas gera danos graves

Insuficiência técnica das escalas médicas em setores essenciais, especialmente da emergência, causa interferência no atendimento de pacientes que necessitam dos serviços

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que tem acompanhado a situação dos atendimentos da saúde em Canoas e tem reiterado a problemática sobre a falta de pagamento dos médicos por contrato PJ que estão com depósitos pendentes há meses, garante que a insuficiência técnica das escalas médicas que se iniciou em setores essenciais e prioritários, nesta semana, especialmente da emergência do HPSC, interfere sim no atendimento de pacientes que necessitam dos serviços de saúde.

Segundo presidente do Simers, Marcelo Matias, a falta de profissionais diante de uma escala incompleta, trouxe uma situação gravíssima para a rede municipal de saúde. "A prefeitura anunciou no início da semana que não haveria descontinuidade no atendimento e demitiu o diretor técnico, que advertiu uma restrição por incapacidade técnica. Como, exemplo, recentemente deu entrada de um jovem de 24 anos que sofreu um acidente de trabalho, que esmagou parte da mão e agora ele corre risco de amputação porque no plantão da emergência não tinha médico cirurgião plástico. Essa é uma lesão que não pode esperar."

O presidente do Sindicato destaca que, diante da perspectiva do não pagamento pelos serviços existe sim a possibilidade da ausência de médicos nas escalas de plantão, pois “estes profissionais, assim como tantos outros, também têm suas contas para pagar.” Matias disse ainda que a situação seria levada a conhecimento do Conselho regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).

A assessoria do HPSC informou que a emergência do hospital está atendendo normalmente. Já a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informou que solicitou ao Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (Iahcs), empresa gestora do Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC), um relatório técnico sobre o atendimento do paciente.

Ressalta que não há falta de médicos ou insumos no HPSC e o hospital conta com cirurgião geral 24 horas por dia, responsável pelo primeiro atendimento. A gestão das escalas de trabalho é uma atribuição da empresa que administra o HPSC.

Em nota, a Administração, esclarece ainda que os pagamentos das empresas médicas que atuam nos três hospitais da cidade, referentes a serviços prestados em 2025, estão em dia, e já iniciou o pagamento parcelado dos valores deixados em aberto em 2024 pela administração passada.

A Prefeitura de Canoas comunica ainda que recebeu ofício do Ministério Público (MP-RS) referente à reunião realizada com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) na segunda-feira. A administração ressalta que tem até esta quinta-feira, dia 3, para responder à comunicação do órgão.

Veja Também