Saúde

Ulbra tem contrato com HU e prefeitura de Canoas para realização de atividades acadêmicas em ambiente hospitalar

Instrumento jurídico, com vigência contratual em curso, estabelece prazo alongado para eventual rescisão, justamente para evitar descontinuidade no processo de formação e atendimento à população

Interdição pelo Cremers aconteceu na manhã de quarta-feira
Interdição pelo Cremers aconteceu na manhã de quarta-feira Foto : Mauro Schaeffer / CP

A Aelbra (mantenedora da Ulbra) mantém, há mais de 20 anos, convênio formal, válido e em plena vigência com o Município de Canoas e com o Hospital Universitário, que prevê expressamente a realização de atividades acadêmicas em ambiente hospitalar. O instrumento jurídico, com vigência contratual em curso, estabelece ainda prazo alongado para eventual rescisão, justamente para evitar descontinuidade no processo formativo dos estudantes de Medicina e atendimento à população.

Em nenhum momento, a universidade foi notificada de qualquer intenção de rescisão. Ao contrário, tanto o Município quanto o Hospital Universitário sempre manifestaram formalmente o interesse em manter e fortalecer o convênio vigente. Por isso, causa perplexidade a medida autoritária do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), adotada sem sequer ouvir a universidade, com base em alegações falsas sobre a inexistência de contrato, e com o intuito de interditar, sem qualquer competência legal, atividades acadêmicas regulares e sustentadas por convênio público formal e vigente.

A Aelbra reforça que o Conselho profissional não tem autoridade para interditar o ensino superior e destaca que a ação do Cremers é abusiva, ilegal e ineficaz, baseada em premissas falsas, sem contraditório e sem valor jurídico. A mantenedora da Ulbra garante que adotará todas as medidas legais, inclusive na esfera criminal, para responsabilizar os autores — institucionais e individuais — pela disseminação de inverdades e pelos prejuízos causados à Universidade, seus alunos e à sociedade. Em números, médicos professores são responsáveis por 250 consultas por semana, e elas não irão acontecer. São mil ao mês.

Na última quarta-feira, o presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, interditou o ensino de disciplinas especificamente médicas aos alunos do curso de graduação em Medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) junto o Hospital Universitário (HU), no campus de Canoas. O auto de interdição foi afixado no local, como medida de publicização da decisão que foi motivada pela ausência de contrato organizativo da ação pública ensino-saúde entre a Ulbra e o hospital, conforme exigido pela legislação vigente.

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