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Tribunal de Justiça do RS terá alterações em rotina e processos para conter o coronavírus

Medidas visam reduzir a circulação de público nas dependências do Judiciário estadual

Tribunal de Justiça passará por alterações em sua rotina para proteger profissionais do coronavírus
Tribunal de Justiça passará por alterações em sua rotina para proteger profissionais do coronavírus Foto : Alina Souza / CP

O presidente do Tribunal de Justiça do RS, desembargador Voltaire de Lima Moraes, se reuniu, nesta segunda-feira, 16, com integrantes do Comitê de Monitoramento do Novo Coronavírus. Ao final do encontro, foram anunciadas medidas, que visam conter o avanço da Covid-19 em todo o país.

Foram suspensos os prazos processuais administrativos e jurisdicionais, na primeira e segunda instâncias, sem prejuízo do atendimento e cumprimento das medidas consideradas urgentes. O horário de expediente do Poder Judiciário Estadual será das 12h às 19h, ficando dispensado o registro do ponto eletrônico. As medidas urgentes serão atendidas pelo plantão. Também estão suspensas as sessões de julgamento presenciais, inclusive as administrativas, e audiências cíveis e criminais, entendidas não urgentes pelos magistrados. Estão mantidas as sessões virtuais do Tribunal de Justiça e das Turmas Recursais a critério do presidente de cada colegiado.

Foi autorizado o trabalho à distância, na maior capacidade possível, podendo exceder 50% do número de servidores, nas unidades de trabalho de 1ª e 2ª instâncias e nos setores administrativos do Tribunal de Justiça e dos Foros. A medida poderá ser estendida aos estagiários, conforme determinação da chefia imediata, inclusive para fins de pesquisa. As medidas visam reduzir a circulação de público nas dependências do Judiciário estadual. 

Uma das atividades previstas e que foi suspensa era a Semana Estadual do Superendividamento (SES), que começou nesta segunda-feira, com data para terminar na sexta-feira. Promovida pelos Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (Cejuscs), a iniciativa permitia a aproximação de pessoas com dificuldades de pagarem suas dívidas e seus credores. “Já imaginávamos a redução no número de conciliações em virtude do receio das pessoas quanto ao novo coronavírus”, confirmou a juíza coordenadora do Cejusc Porto Alegre, Dulce Ana Gomes Oppitz. As conciliações desta segunda ocorreram em duas salas com bastante ventilação, como explicou a magistrada. Mas não era o suficiente, haja visto a gravidade do quadro “Será remarcado para o mês de maio, já que a pauta em abril está completa”, informou a juíza. O prazo de validade das medidas é de 30 dias.