Cidades

Começam as atividades dos Grupos Reflexivos de Gênero da Comarca de Pedro Osório

O objetivo de reeducar homens envolvidos em situações de violência familiar, doméstica ou afetiva contra mulheres

O grupo de homens  participaram de uma oficina, que teve duração de duas horas com a professora Mara Regina Castro e o  psicólogo Everton Tavares.
O grupo de homens participaram de uma oficina, que teve duração de duas horas com a professora Mara Regina Castro e o psicólogo Everton Tavares. Foto : Paola Zanetti/ Especial CP

O Grupo Reflexivo de Gênero da Comarca de Pedro Osório iniciou suas atividades nesta segunda-feira. O projeto é conduzido por quatro facilitadores voluntários, todos certificados pelo Centro de Formação e Desenvolvimento de Pessoas do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. A iniciativa tem o objetivo de reeducar homens envolvidos em situações de violência familiar, doméstica ou afetiva contra mulheres.

Os encontros ocorrem quinzenalmente, às segundas-feiras, nas dependências do Foro da cidade e tem duração aproximada de duas horas. Cada grupo participa de oito reuniões, nas quais o tema da violência doméstica e familiar contra a mulher é trabalhado de forma educativa e reflexiva, promovendo a conscientização e a responsabilização dos participantes.

Este primeiro grupo tem a participação de 15 homens agressores de Pedro Osório e também do município vizinho de Cerrito. "Hoje, oito compareceram. Nossa função não é julgar e condenar, mas, sim, acolher e proporcionar uma reflexão a respeito do papel do homem na sociedade", explicou o psicólogo Everton Tavares, que junto com a professora Mara Regina Castro foi o responsável pela primeira oficina. "Achei positivo o primeiro encontro, onde eles manifestaram suas indignações e desculpas. Acho que estamos no caminho certo", observa Maria Regina.

O comparecimento dos homens encaminhados pelo juíz é obrigatório. A presença é registrada pelos facilitadores e posteriormente comunicada ao magistrado para acompanhamento.

Segundo o Juiz da Comarca de Pedro Osório, Marcelo Malizia Cabral, o número de demandas relacionadas à violência doméstica nos municípios de Pedro Osório e Cerrito é expressivo, sendo necessária atuação contínua do Poder Judiciário e da rede de proteção.

"Queremos que os homens percebam a violência que cometeram e compreendam a necessidade de tratar as mulheres de forma igualitária, de respeitá-las. A ideia é prepará-los para uma convivência pacífica e sem violência seja com a vítima ou em relacionamentos futuros", finaliza o juiz.

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