Cidades

Decisão da Justiça Federal mantém mineração suspensa no Guaíba

Despacho dá 60 dias para análise pericial de documentos apresentados pela Fepam para retirada de areia do Guaíba

Uma decisão da 9ª Vara Federal, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), manteve suspensa a atividade de mineração no Guaíba. Assinado pelo juiz federal substituto Bruno Brum Ribas no final de junho, o despacho concede 60 dias para análise pericial de documentos apresentados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam) para retirada de areia do Guaíba.

A decisão atende um pedido do Ministério Público Federal (MPF). O objetivo do despacho é que a Assessoria Nacional de Perícia em Meio Ambiente (ANPMA) ligada ao Centro Nacional de Perícia (CNP), um órgão técnico do MPF, realize uma análise dos documentos e das justificativas apresentadas pela Fepam para a retomada da atividade de mineração no Guaíba, principalmente se pontos solicitados anteriormente no processo foram atendidos.

“Fica mantida a proibição de concessão de licenças ambientais para a atividade de mineração no Lago Guaíba até que sobrevenha decisão judicial definitiva acerca da homologação do referido zoneamento”, decretou o juiz federal substituto. A Fepam já teria sido intimada sobre a decisão. Após, o MPF também será intimado para se manifestar sobre o zoneamento ambiental.

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O governo do Estado havia assinado assinou, no final de maio, portarias que destravam a atividade de mineração no Guaíba, após mais de duas décadas de restrições. O novo regramento poderá permitir a exploração comercial de areia em áreas específicas do Guaíba, além de viabilizar o reaproveitamento de materiais retirados de canais de navegação através de dragagens.

Com o zoneamento, passaram a ser definidos cerca de 2.051 hectares passíveis de atividade minerária – área equivalente a aproximadamente 2.872 campos oficiais de futebol. Entretanto, com a decisão o juiz federal Ribas, o Estado seguirá proibido de liberar licenças ambientais para a retomada da mineração no Guaíba até que a análise seja feita pelos peritos e o zoneamento aceito pela Justiça Federal.