O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) instalou uma bomba anfíbia na casa de bombas da João Corrêa, localizada no bairro Vicentina, em São Leopoldo, com o intuito de avaliar se a nova tecnologia poderá ampliar a eficiência e a segurança do sistema de drenagem do município, coibindo alagamentos e evitando futuras cheias.
O equipamento, que está em fase de testes, ficará em operação no bairro por um período de 60 dias. Após a conclusão dos testes e de avaliações, os resultados definirão uma possível aquisição do equipamento pela administração.
Com capacidade de vazão de 2,5 mil litros por segundo, equivalente a 9 mil metros cúbicos por hora, a bomba representa uma alternativa tecnológica para aprimorar o funcionamento das estruturas de drenagem, especialmente em situações de elevação do nível da água.
O diferencial está no sistema anfíbio, que permite a operação do equipamento mesmo quando submerso. Diferentemente das bombas convencionais, que utilizam motores a seco, separados do conjunto de bombeamento, a nova tecnologia conta com um motor projetado para trabalhar em contato com a água.
A proposta é incorporar uma tecnologia diferente da concepção tradicional utilizada nas casas de bombas da Região Metropolitana e do Vale do Sinos, onde, de modo geral, os motores e as bombas funcionam em sistemas separados.
A iniciativa coloca São Leopoldo em posição de destaque na busca por soluções modernas para a drenagem urbana. Segundo as informações técnicas do projeto, a instalação desse tipo de sistema anfíbio dentro dos tubulões é uma inovação em relação à configuração convencional adotada nas estruturas da região.
O período de testes permitirá avaliar o desempenho do equipamento nas condições de operação da casa de bombas, fornecendo subsídios técnicos para a decisão de aquisição definitiva.
RÁPIDA RESPOSTA EM SITUAÇÕES ADVERSAS
A iniciativa integra o esforço do Semae para buscar alternativas que fortaleçam a infraestrutura urbana e aumentem a capacidade de resposta diante de situações de chuva intensa e cheia. Ao testar uma tecnologia que permite ao motor operar submerso, a autarquia avalia a possibilidade de reduzir a vulnerabilidade dos equipamentos em condições adversas e aprimorar a confiabilidade do sistema de drenagem.
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