Depois da Justiça autorizar a continuidade das obras do Projeto Águas Claras, em Viamão, a Corsan retomou as intervenções que vai ampliar a segurança do abastecimento para cerca de 145 mil moradores e tornar o sistema mais eficiente diante das estiagens e dos eventos climáticos. O projeto representa um investimento aproximado de R$ 87 milhões e integra um conjunto superior a R$ 100 milhões destinado ao fortalecimento do sistema de abastecimento de Viamão, incluindo melhorias na Estação de Tratamento de Água (ETA) Fiúza e em outras estruturas operacionais do município.
A retomada das obras, com frentes de trabalho concentradas na Estrada Velha, visa reduzir o risco histórico de desabastecimento no município, especialmente durante os meses de verão, quando o consumo de água aumenta e os mananciais superficiais ficam mais vulneráveis. O prazo estimado para conclusão das obras é para novembro de 2026.
Nesta fase, a Companhia dá seguimento a conclusão das adutoras, das interligações hidráulicas, instalações eletromecânicas e demais estruturas necessárias para preparar o sistema para operação. Conforme estabelecido pela decisão judicial, a entrada em funcionamento dos poços permanecerá condicionada a nova autorização da Justiça.
Quando concluído, o novo sistema acrescentará 170 litros de água por segundo à capacidade de abastecimento da região central da cidade, com possibilidade de ampliação gradual até 550 litros por segundo, garantindo mais segurança operacional.
Para o diretor de operação, Vitor Hugo Gabriel, retomar a obra significa voltar a colocar em prática uma solução construída com base em estudos técnicos para aumentar a segurança do abastecimento de Viamão. "Estamos mobilizando equipes e infraestrutura para entregar um sistema mais resiliente, capaz de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e oferecer mais estabilidade no fornecimento de água. Todo esse trabalho será realizado com monitoramento permanente, transparência e absoluto respeito às exigências ambientais."
O NOVO SISTEMA NÃO DEVE IMPACTAR POÇOS JÁ EXISTENTES
Estudos hidrogeológicos concluíram que a vazão prevista é compatível com a capacidade de renovação do aquífero, preservando sua disponibilidade e sem impactos aos poços existentes na região. A operação será realizada dentro dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental e sanitária, com monitoramento permanente da qualidade da água, da vazão captada e das condições ambientais. A Corsan garante que cumprirá integralmente todas as determinações judiciais e seguirá colaborando com o Poder Judiciário, o Ministério Público e os órgãos ambientais durante todas as etapas do projeto.
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