Paralisados nesta segunda-feira, em protesto pelas perdas salariais acumuladas, os servidores municipais Cachoeirinha, realizaram nesta manhã um ato ao longo da avenida Flores de Cunha chamando atenção da população para as principais reivindicações da categoria. De acordo com coordenadora de ação sindical do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca), Adriana Lemos, a perda salarial acumulada é de 32%, que se arrasta desde 2017. Os servidores também reivindicam a realização de concurso público, especialmente para contratação de profissionais nas áreas da saúde e educação.
Além do reajuste salarial com base nas perdas inflacionárias, a categoria pede urgência do poder público junto às obras do sistema de contenção contra as cheias, que ainda não se iniciaram em bairros importantes e que foram duramente atingidos pelas enxurradas de 2024. O Sindicato também presta apoio à preservação do Mato do Júlio e à retomada indígena no território, e reivindica ampliação das linhas e horários do transporte público, com melhoria na qualidade dos serviços e redução no valor das passagens.
A categoria também reforça a defesa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), posicionando-se contra qualquer forma de desmonte desta modalidade de ensino, e reafirma a importância de investimentos contínuos para garantir uma educação pública de qualidade no município. Os servidores apoiam o fim da escala 6x1. A primeira rodada de negociação entre a Prefeitura de Cachoeirinha e os servidores está marcada para esta tarde. Após as deliberações, acontece assembleia com a categoria para definir o andamento da paralisação.
- Vereadores aprovam adequação do piso do magistério em meio a greve dos professores de Canoas
- Servidores municipais de Cachoeirinha paralisam serviços na segunda-feira por conta da defasagem salarial
- Monitoras da educação infantil de São Sebastião do Caí decidem pela continuidade da greve até 15 de maio
- Prefeitura de Canoas apresenta medidas para tentar encerrar a greve de professores