Economia

Esforço do governo agora é constituir comissão da MP da “taxa de blusinhas”, diz Durigan

Ministro da Fazenda destaca mobilização para votação do texto no próximo esforço concentrado do Congresso Nacional

Durigan ainda informou que está discutindo neste momento a alíquota do Imposto Seletivo para poder fechar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA)
Durigan ainda informou que está discutindo neste momento a alíquota do Imposto Seletivo para poder fechar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) Foto : Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, nesta quarta-feira, 18, que a prioridade do governo é a instalação da comissão mista que vai analisar a Medida Provisória (MP) sobre a "taxa das blusinhas". O objetivo é que o texto seja votado já no próximo esforço concentrado do Congresso Nacional, marcado para ocorrer entre 31 de agosto e 4 de setembro.

O presidente Lula tratou disso ontem e o governo tem conversado ativamente. O esforço agora é mobilizar a base no Congresso Nacional para constituir a comissão mista da Medida Provisória. A meta é aprovar o texto no próximo esforço concentrado, conforme declarou Durigan.

Ele participou da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília. A previsão é que a comissão mista da MP se reúna em 1º de setembro. Neste encontro, serão eleitos o presidente do colegiado e designado o relator da matéria.

A comissão terá 13 senadores e 13 deputados, com igual número de suplentes. O Senado terá um representante na relatoria, enquanto a Câmara dos Deputados indicará o presidente do colegiado. O prazo de validade da MP termina em 8 de setembro.

Além de passar na comissão, o texto precisa ser votado nos plenários da Câmara e do Senado. O governo tem interesse em aprovar o fim da taxa das blusinhas para que o imposto não seja retomado em plena campanha eleitoral.

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Ação do governo para a saúde

Durante o evento, o ministro da Fazenda ressaltou a importância do setor de saúde para a economia brasileira. Ele classificou o setor como "fundamental", seja do ponto de vista econômico ou da soberania nacional.

Durigan afirmou que é preciso ter um olhar especial para o setor de saúde e mencionou, entre outros pontos, a garantia de previsibilidade para o segmento, via regulação. O ministro também enfatizou ser preciso dar um saldo de eficiência no setor, seja no âmbito privado ou do SUS.

Debate sobre o Imposto Seletivo

Durigan ainda informou que está discutindo neste momento a alíquota do Imposto Seletivo para poder fechar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O PLOA deve ser apresentado no fim da próxima semana.

"Nós estamos discutindo isso alíquota agora para fechar o Orçamento que nós vamos apresentar no fim da semana que vem, provavelmente", declarou o ministro a jornalistas. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo federal costura um acordo com os setores que serão afetados pelo Imposto Seletivo (IS) na reforma tributária.

O objetivo é evitar um "ruído político" que ameace a implementação das mudanças. Caso o plano vingue, a ideia é enviar em setembro uma Medida Provisória (MP) com o novo imposto, que não deve representar alta da carga tributária para a maioria dos setores. A expectativa é que ele seja cobrado a partir de 1º de janeiro de 2027.

Nos bastidores, existe uma preocupação de que qualquer "deslize" sobre a reforma tributária dê ainda mais munição ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ele vem defendendo seu adiamento, e um interlocutor relatou: "Nós não vamos entrar em um processo de desfazimento da tributária. Esse é o risco".

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