O potencial do Rio Grande do Sul e a necessidade de políticas públicas de promoção da transição energética justa foram os destaques da abertura da 5ª edição do Fórum de Energias Renováveis, promovido pelo Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS) em parceria com o Correio do Povo. O evento aconteceu em julho no teatro do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-RS), em Porto Alegre.
No painel de abertura, a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, destacou que o objetivo desta edição, de um dos principais eventos consolidados como espaço de discussão e construção da transição energética, foi trazer a visão empresarial sobre o tema. Ela destacou também a necessidade de ações públicas por parte do governo estadual para fomentar o setor de forma justa, como a isenção do Imposto Sobre Importação (IPI), tal qual ocorrem em outros estados do Brasil.
"Nos debruçamos sobre um tema que transcende o sistema energético, que é a transição energética justa. Em 2024, o consumo global teve o maior aumento em mais de uma década. Estamos na corrida por demanda de energia e o RS reúne todos os atributos necessários para liderar essa transformação. Temos um potencial significativo para aumentar nossa participação no cenário nacional. Além disso, nos consolidamos como protagonista na agenda de hidrogênio verde. Queremos que o RS não apenas acompanhe essa nova era, mas seja protagonista nela", afirmou.
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Também participaram do primeiro painel o vice-presidente do Sindienergia, Rafael Salamoni, e o empresário e vice-presidente do Transforma RS, Humberto Busnello. Salamoni destacou as ações realizadas pelo CRVR, onde atua, para transformar resíduos em energia.
"Entendíamos que somente destinar resíduos não era suficiente. Aquilo tem muito valor. Essa biomassa pode ser transformada em energia elétrica e, quem sabe no futuro, em hidrogênio verde. Há um potencial de crescimento bem expressivo e muito ligado à segurança energética. O Brasil pode se consolidar como uma das grandes economias do mundo a partir de seus potenciais, e o RS não pode ficar de fora disso", completou o dirigente.
Já Busnello reforçou a qualidade dos projetos existentes no Estado para a transição energética, mas destacou a necessidade de equilíbrio político e jurídico para angariar investimentos. "Quem tem energia domina o mundo desde os primórdios, tendo uma grande vantagem sobre os demais. Existe dinheiro sobrando no mundo e investidores que anseiam por bons projetos. Mas esses investidores exigem boas condições, como regras bem definidas, agências reguladoras, equilíbrio jurídico e demanda. Isso tudo nós temos aqui no RS. Estamos em um momento muito peculiar e favorável para investimentos", concluiu.