Um panorama da Educação estadual, com base nos recentes dados do Censo Escolar 2025 e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) – sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC) –, foram apresentados ontem (1°/7) no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Conforme a secretária da Educação, Raquel Teixeira, os resultados apontam avanços no ensino público do Estado, com melhora em índices como aprovação escolar e participação no Enem.
Em reprovação, o Censo mostra queda: em 2019, a taxa superava 17%; e, hoje, é 5,8%. Apesar de evoluir, Raquel diz que existem desafios pela frente. “O nível de reprovação é um avanço enorme, mas ainda é o dobro da média nacional”, explica.
Sobre abandono escolar no RS, a taxa caiu para 2,7%, numa redução superior a 50%, em relação a 2019. Já a aprovação e a participação no Saeb ultrapassaram 90%, em 2025, ambas com crescimento expressivo, se comparadas ao início do período analisado. Essa tendência de melhoria é seguida pela expansão do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), com implantação em mais de 400 escolas.
Outra alta foi no acesso à tecnologia no ambiente escolar. Além de mais equipamentos, o Estado ruma, atualmente, em busca de um melhor aproveitamento e uso da Inteligência Artificial (IA). Ainda ontem, o governo sinalizou o “Dia D – IA na Escola” como uma mobilização voltada a expandir o conhecimento sobre IA e estimular o protagonismo juvenil diante de transformações tecnológicas no setor.
A secretária atribui o progresso dos números aos programas implementados nos últimos anos no RS, alegando trabalho da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) sempre no sentido de buscar qualidade, em âmbito administrativo e prático, com reflexos em aprendizagem. E citou programas gaúchos, como a “Progressão Parcial” e “Política de Proteção à Trajetória do Estudante”, como iniciativas que podem ter aprimorado índices de abandono e reprovação.
E relativo à desigualdade educacional, Raquel destaca ter sido sempre uma das prioridades a combater na rede estadual. Assim, lembrou propostas que reforçam esse compromisso, como o “Programa de Educação Antirracista” ou o guia destinado à Educação Especial e Inclusiva.