Ensino

Mães atípicas pedem a contratação emergencial de professores auxiliares para a rede municipal em Pelotas

Pela legislação há a previsão da abertura de 600 vagas por meio de concurso público a ser realizado neste ano

Grupo estevena prefeitura para solicitar que o prefeito altere a lei
Grupo estevena prefeitura para solicitar que o prefeito altere a lei Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

Mães atípicas de Pelotas se uniram para pedir a alteração de legislação, aprovada em 2025, que prevê a contratação de 600 professores auxiliares para a rede municipal de ensino, por meio de concurso público, previsto para o segundo semestre de 2026. O grupo, que esteve mobilizado na frente da prefeitura, pede que as contratações ocorram de forma emergencial.

A diretora-presidente da Associação dos Pais de Pessoas com Síndrome de Down de Pelotas (APADPEL), Luana Braga, se juntou ao grupo. "Queremos a mudança na lei de auxiliar de inclusão, que hoje só pode ser contratado por meio de concurso público. Se for assim, provavelmente esses auxiliares de inclusão só chegarão em 2027. Precisamos mudar para que possam ser contratados de forma emergencial", explicou.

Segundo ela, há em torno de 3 mil estudantes, entre crianças e adolescentes, na rede municipal de ensino, que necessitam de ajuda. Roselaine Wrague, de 60 anos, conta que tem um filho de 23 anos que descobriu o autismo há dois anos. "Ele está na escola, fez regularmente até o 8º ano, mas depois de cinco anos consegui que entrasse para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), mas após uma semana não quis ir mais, disse que sofria Bullying e esses auxiliares são muito necessários para ajudar os professores", afirmou.

O grupo foi recebido pela secretária municipal de Governo, Miriam Marroni, que garantiu que o município deve solicitar a alteração na lei em até uma semana. Ela disse que a prefeitura vai entrar em contato com a Secretaria Municipal de Educação para saber quantos professores assinaram a complementação de carga horária para assumir como auxiliar. Com esse número, pretendem alterar a legislação de modo a atender a necessidade emergencial.

Miriam acredita que a proposta de alteração da lei possa ser encaminhada à Câmara de Vereadores até o final da próxima semana. Atualmente, a prefeitura está adotando uma medida transitória, prevista nas diretrizes educacionais da rede, para garantir o atendimento aos estudantes que necessitam de acompanhamento por professor auxiliar de inclusão. A estratégia consiste na reorganização interna das escolas, com a designação de profissionais que tenham disponibilidade e interesse em assumir a carga horária específica para a função.

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