Ensino

Servidores de Ifes públicas encerram greve histórica após 5 meses de paralisação

Acordo entre Fasubra e MEC prevê compensação das horas paradas em decorrência da participação no movimento

No RS, foi a mais longa paralisação da Assufrgs, que integra Ufrgs, UFCSPA e IFRS
No RS, foi a mais longa paralisação da Assufrgs, que integra Ufrgs, UFCSPA e IFRS Foto : Alina Souza/ CP Memória

O Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a aceleração do processo de aposentadoria são conquistas contabilizadas pelo Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (Assufrgs), que terminou, na última quarta-feira, 15, a greve mais longa de sua história.

A entidade integra os servidores de Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes): as universidades do RS (Ufrgs), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto de Tecnologia do RS (IFRS), que retomam as atividades após quase 5 meses.

Termo de acordo

Na mesma data do retorno, a Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) assinou o Termo de Acordo da Greve de 2026.

No documento, ficam registrados os encaminhamentos apontados na Ata da reunião de 26 de junho, realizada entre o Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra-Sindical) e o Ministério da Educação (MEC). Na sexta-feira, 17, a assinatura do documento também foi formalizada por Assufrgs e Reitoria do IFRS.

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O Termo de Acordo diz que os servidores devem compensar as horas de paralisação, determinando que a “compensação de trabalho em decorrência da participação no movimento grevista observará aspectos qualitativos, com reposição das atividades represadas, conforme plano de trabalho a ser pactuado entre as entidades representativas da categoria e sua instituição.”

A coordenadora-geral da Assufrgs, Maristela Piedade, avalia que o movimento obteve conquistas. “Tivemos grande protagonismo no RS. Saímos com vitórias”, assinala, ao citar publicação do RSC, celeridade nos processos de aposentadoria e criação de mesa para aprofundar a democratização nas universidades. “A greve terminou, mas a luta continuará pela efetiva implementação do RSC e concretização dos Grupos de Trabalho”, assinala.