Ensino

Uso de celular e brincadeiras afetam a infância

Estudo mostra que, para 73% dos adultos, brincar na rua é melhor para a criança do que ficar diante de tela

O “Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais” faz recomendações sobre a utilização de aparelhos celulares
O “Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais” faz recomendações sobre a utilização de aparelhos celulares Foto : Pexels / Divulgação / CP

O uso de aparelho celular por crianças de até 3 anos de idade é rejeitado por 82% dos adultos brasileiros, mas 15%, são favoráveis. Para crianças de 4 a 7 anos, a oposição dos adultos é de 75%. E quanto a ter um aparelho próprio, 52% deles aceitam que a criança ganhe um celular até os 12 anos de idade.

Para adolescentes, verifica-se que 88% dos adultos são favoráveis que jovens de 13 a 17 anos estejam diante de celulares. E também é maioria, a percepção adulta (83%) que, atualmente, as crianças de hoje “não querem mais brincar na rua” e preferem “ficar junto de celular ou TV”. Ao mesmo tempo, 73% dos adultos entendem que brincar na rua é melhor para a criança do que ficar diante dessas telas.

O estudo, divulgado pelo Instituto Locomotiva, foi feito com 1.367 homens e mulheres de 18 anos ou mais, entre 28/9 e 6/10.

O trabalho ainda indicou questões de gênero. Assim, 63% acreditam que brincadeira não deveria ter gênero. “Quando a maioria dos brasileiros diz que não existe brincadeira de menino ou de menina, isso mostra que essa ideia já ganhou espaço na sociedade”, assinala Renato Meirelles, presidente do Instituto. Acrescenta que o desafio está em transformar essa visão em prática, lembrando que ainda persistem preconceitos. Cita que um dos exemplos é que 36% acham errado que meninos brinquem de boneca; e meninas, de carrinho. E diz que a reprovação é maior entre homens (46%) do que entre mulheres (27%).

Dados deste ano do IBGE revelam que caiu o percentual de meninos e meninas de 10 a 13 anos que têm aparelho próprio.

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Guia e Eca Digital têm recomendações e regras

O “Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais”, publicado pelo governo federal em 2025, faz recomendações sobre a utilização de aparelhos celulares. Entre elas, avalia que crianças com menos de 2 anos de idade não devem ser expostas a telas de celular, exceto para contato com familiares, por videochamada.

Já o “Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital)”, que passou a valer a partir deste ano, traz regras para a proteção de crianças. Uma delas é reforçar a supervisão parental. E aponta que menores, até 16 anos, somente poderão acessar redes sociais, se a conta estiver vinculada a de um responsável legal.