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EUA lança ataques contra o Irã pela 11ª noite seguida

Exército americano mira em alvos militares do país do Oriente Médio em nova série de bombardeios

Tensão e conflito se intensificam: mais cedo o Irã atacou instalações americanas de radares e defesa antiaérea no Golfo
Tensão e conflito se intensificam: mais cedo o Irã atacou instalações americanas de radares e defesa antiaérea no Golfo Foto : Sepah News / AFP

O exército dos Estados Unidos atacou alvos militares no Irã pela “décima primeira noite consecutiva”, informou o Comando Central para o Oriente Médio (Centcom).

“Os ataques foram planejados para continuar degradando a capacidade do Irã de ameaçar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”, disse o Centcom no X, acrescentando que os bombardeios começaram às 23h GMT (20h no horário de Brasília).

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos "não terminaram de jeito nenhum" sua campanha contra o Irã, após a décima noite consecutiva de bombardeios contra infraestruturas iranianas.

"Se partíssemos agora, o Irã levaria 20, 25 anos para se reconstruir. Mas não terminamos de jeito nenhum", afirmou, durante uma conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

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Ataques e tensões se intensificam no Golfo

O Irã atacou instalações americanas de radares e defesa antiaérea no Golfo. A ação ocorreu após Washington ter sido advertida sobre ataques "ainda mais poderosos" em um conflito que ameaça se espalhar, com o envolvimento dos rebeldes huthis do Iêmen.

As forças dos EUA bombardearam centros de comando, capacidades navais e bases de mísseis e drones. O objetivo é "degradar a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, também anunciou que apreendeu dois petroleiros nessa via crucial para o trânsito mundial de hidrocarbonetos. Na véspera, outros dois navios tiveram o mesmo destino, e quatro no dia anterior.

Horas antes, um navio-tanque foi atingido por um "projétil não identificado" perto da costa de Omã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Além disso, o tráfego marítimo na região corre o risco de ficar ainda mais paralisado. Isso acontece depois que os huthis do Iêmen, aliados próximos de Teerã, bloquearam o Mar Vermelho à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Essa ação pode provocar uma "escalada regional ainda maior", alertou o porta-voz do secretário-geral da ONU. Condenada energicamente por Riade, a decisão dos huthis de bloquear o Estreito de Bab el-Mandeb faz temer "um choque muito mais grave" devido à sua importância como rota alternativa a Ormuz, advertiu também Andreas Krieg, especialista em segurança do King"s College de Londres.