O Banco Central do Paraguai interveio nesta terça-feira no Ueno Bank, instituição ligada ao presidente Santiago Peña, e deixou seus correntistas sem acesso imediato ao próprio dinheiro. A crise levou, horas depois, à renúncia do presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo.
O Ueno Bank, que administra somas milionárias de recursos de aposentadorias e outras verbas públicas, sofreu intervenção em banco digital devido a uma grave insuficiência de capital. Seus serviços foram suspensos enquanto as autoridades organizam a devolução dos depósitos.
A intervenção busca "proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro", informou o Banco Central em comunicado. Carvallo, que havia presidido a financeira Ueno antes de assumir o comando do Banco Central do Paraguai (BCP), em 2023, formalizou sua renúncia ao Poder Executivo na tarde desta terça-feira e comunicou a decisão ao Senado em uma carta à qual a AFP teve acesso.
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Peña havia solicitado sua saída mais cedo, nesta terça-feira. "Diante dos fatos de conhecimento público registrados ao longo do dia, solicitei a renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai", informou o presidente na rede social X. O chefe de Estado, que assumiu o cargo em 2023 para um mandato até 2028, possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, das quais se desvinculou em 2025.
A Justiça paraguaia também determinou a prisão de oito dirigentes do banco, entre eles seu presidente, Miguel Vázquez, que se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira.