O homem acusado de matar por asfixia e concretar o corpo da companheira em uma geladeira foi condenado nesta quarta-feira, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Osório, no Litoral Norte do RS. A sentença foi lida ao final da tarde pela Juíza de Direito Liane Machado dos Santos Caminha Gorini, que fixou a pena em 28 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado. Os crimes ocorreram em janeiro de 2024, conforme a denúncia.
O réu de 39 anos, que já estava preso, permanecerá detido para o cumprimento imediato da pena. A condenação é pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O conselho de sentença, formado pelos sete jurados, reconheceu que o crime contra a vida foi praticado com as qualificadoras de motivo fútil, de uso de meio cruel e de feminicídio (contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, e em razões de condição de sexo feminino no contexto de violência doméstica e familiar).
Durante o julgamento foram ouvidas cinco testemunhas. O acusado optou por não comparecer à sessão no Foro local, o que foi autorizado pela magistrada. Atuaram em plenário o Promotor de Justiça Savio Vaz Fagundes, a Advogada Camila Freitas Reis, como assistente de acusação, e o Defensor Público Rodrigo Simon.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os fatos tiveram origem em uma discussão do casal por causa do descontentamento da vítima com a atitude do enteado, que havia usado o cartão dela para comprar jogos virtuais. Na briga que se sucedeu, o réu apertou o pescoço da companheira, a asfixiando. Ela tinha 61 anos.
Depois disso, ainda pelo relato da denúncia, o acusado teria tentado, sem sucesso, atear fogo e esquartejar o corpo, colocado por fim em uma geladeira e concretado. Cabe recurso da sentença.