Terminou na noite desta sexta-feira, em Tramandaí, no Litoral Norte, o júri que apurou a morte da Cabeleireira Návia Regina Christan em 2018. Por decisão do Conselho de Sentença, os quatro réus apontados na denúncia como mandantes e intermediadores do crime foram considerados culpados. A sentença foi proferida pelo Juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura, titular da 1ª Vara Criminal local, que fixou as penas que variam de cinco a 30 anos de reclusão. Cabe recurso da decisão.
Confira os detalhes da decisão:
-
Silvana Christan: 30 anos de reclusão em regime fechado. Mantida prisão domiciliar humanitária. Condenada por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima);
- Joares Antônio Pellinson: 26 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado. Condenado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima);
- Rosane de Lima Araújo: 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Condenada por homicídio qualificado (mediante paga ou recompensa), com reconhecimento de menor participação e de colaboração para a investigação;
- Robsom Araújo de Moraes Soares: 17 anos, 9 meses e 10 dias. Condenado por homicídio duplamente qualificado (mediante paga ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima), com reconhecimento de menor participação.
Caso
Návia, conhecida na cidade como Maninha, era proprietária de um salão de beleza, assim como a irmã dela (Silvana). Ela sofreu uma tentativa de assassinato em 2017, quando teve a casa invadida e foi atingida por um tiro no rosto. Os ferimentos deixaram sequelas permanentes físicas e cognitivas. Por este crime, os acusados já foram julgados e condenados. Em 5 de novembro de 2018, Maninha teve o salão invadido e foi morta no local, atingida por três tiros.
A irmã e o cunhado da cabeleireira (Joares) são apontados pelo Ministério Público como mandantes do crime, que teria sido motivado por desentendimentos familiares. Segundo a acusação, o casal acreditava que a vítima queria prejudicá-los financeiramente. Rosane (manicure e funcionária de Silvana) e Robsom teriam sido pagos para intermediar a contratação dos executores. Dois homens acusados da execução já foram julgados e condenados em 2022.