Polícia

Reconstituição do caso de agricultor morto em Pelotas será nos dias 12 e 13

No primeiro dia será reproduzida a versão dos policiais militares envolvidos. Já no dia seguinte será a vez da viúva apresentar sua versão dos fatos

O agricultor Marcos Daniel Nörnberg faleceu durante ação da Brigada Militar em sua propriedade, no Monte Bonito, em Pelotas
O agricultor Marcos Daniel Nörnberg faleceu durante ação da Brigada Militar em sua propriedade, no Monte Bonito, em Pelotas Foto : Reprodução / Redes Sociais / CP

Foi marcado para os dias 12 e 13 deste mês a reconstituição do caso do agricultor Marcos Daniel Nörnberg. A morte ocorreu durante operação da Brigada Militar, na madrugada de 15 de janeiro, na residência de Nörnberg, na localidade de Monte Bonito, na zona rural de Pelotas. Na ação, os policiais militares alegaram que procuravam por bandidos.

No primeiro dia será reconstituída a versão dos 18 policiais militares, que estavam trabalhando naquela madrugada. No segundo dia, será a vez da viúva, Raquel Motta Nörnberg, apresentar sua versão dos fatos. Segundo a Polícia Civil a reconstituição é essencial para concluir as investigações.

"Na verdade, eu só quero que isto acabe. É praticamente um mês esperando por esta reconstituição e seguimos na incerteza. Tenho a esperança que, quando os peritos vieram na nossa propriedade, entendam que tudo o que eu digo no meu depoimento, que é muito diferente do que falam os brigadianos, é verdade", afirmouRaquel.

Para ela, a reconstituição só confirmará o que a família afirma desde a madrugada em que o agricultor morreu, mesmo lamentando que a reconstituição não tenha ocorrido na sequência dos fatos. "Passaram-se quase quatro meses daquela madrugada e realizamos mudanças na nossa propriedade. Se lá no começo tivessem dito que fariam a reconstituição e que a casa tinha que ficar isolada não teríamos mexido. Sabemos que vão dizer que entraram, mas como foi exatamente dentro da casa não tem mais como ser feito", observou

. A viúva assinalou que o que presenciou dos fatos é diferente da conclusão do relatório da Corregedoria da Brigada Militar. "A Corregedoria disse que não houve crime. Estamos esperando o resultado da investigação da Polícia Civil, e dependendo do que acontecer, tomaremos outras providências", garantiu. A família não descarta federalizar o caso.

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